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Boris Johnson quer Harry e Meghan na realeza: "Tragam de volta os Seis Grandes"

O antigo primeiro-ministro britânico defende a reintegração total dos Sussex na família real e considera que Harry e Meghan "têm muito a oferecer" ao completar a lista dos "Seis Grandes".

Sâmia Fiates
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Boris Johnson considera o regresso de Harry e Meghan ao Reino Unido uma “excelente notícia”. Num artigo de opinião publicado no Daily Mail esta sexta-feira, o antigo primeiro-ministro britânico, que era o chefe de Governo do Reino Unido na altura em que os duques de Sussex decidiram deixar os seus papéis como membros séniores da realeza, em 2020, escreve que o Palácio de Buckingham deve “trazê-los de volta para o seio da família real”. E para explicar o seu ponto de vista, com muitos tons de sarcasmo pelo meio, decidiu desvendar a estratégia secreta da realeza, chamada “Os Seis Grandes”. 

O antigo primeiro-ministro começa por comentar o quanto a presença de um membro da família real provoca emoções nas pessoas, independentemente das suas ideologias e visões políticas — “Quando finalmente chegar o momento em que o olhar real se fixar naquele republicano de esquerda, quando ele estiver banhado pelo brilho da dentição real, notarão uma mudança repentina no seu comportamento”. Entretanto, Johnson faz a ressalva de que “a triste verdade é que há muitos milhões a mais que não tiveram essa experiência, que anseiam por tê-la e que talvez nunca a venham a ter, pela simples razão de que não há membros suficientes da Família Real para todos.”

“Tudo isto, claro, torna excelentes notícias as de que Harry e Meghan decidiram terminar a estadia na América – onde me parece que, para além de venderem uma quantidade incrível de compota (ou não), foram um pouco subestimados – e regressar a este país”, escreve o antigo primeiro-ministro, a comentar também a marca de lifestyle de Meghan, a As Ever.

É quando Johnson revela uma estratégia secreta da realeza, chamada “Os Seis Grandes”, “uma referência aos grandes animais da savana africana, aqueles que o turista tem absolutamente de ver (vamos chamar-lhes leão, elefante, rinoceronte, girafa, leopardo e búfalo).” O primeiro-ministro britânico recorda estar numa receção da Commonwealth no Palácio de Buckingham sentado ao lado do autor da estratégia. “Vou proteger o seu nome, mas antigamente chamar-se-ia algo como Sir Alan Fitztightly. ‘Olhem’, disse Fitztightly de repente, num sussurro à la Attenborough. ‘Os Seis Grandes!'”

O ajudante da realeza anunciava a chegada de Isabel II e do príncipe Filipe, seguidos de Carlos e Camila e William e Kate. Estes seriam os membros séniores da realeza que mais atenção mediática e popular atraíam — uma forma de a realeza dar visibilidade e gerar impacto positivo sobre temas ou projetos públicos importantes para o país.

“Desde que esta estratégia foi concebida, infelizmente perdemos tanto a Rainha como o Duque de Edimburgo. Há menos animais de grande porte à volta do lago, e pode argumentar-se que os Seis Grandes foram, na verdade, reduzidos a quatro. Por isso, é de grande interesse que duas das megafaunas mais carismáticas estejam a regressar às Terras do Reino, porque, independentemente do que se diga sobre Harry e Meghan, eles são certamente capazes de aumentar os números. Veja a quantidade de cobertura que está a ser dedicada ao seu regresso!”, comenta Boris Johnson.

É por este motivo que o antigo primeiro-ministro aposta no regresso total dos duques de Sussex para a realeza. “Eu sei que o Harry e a Meghan poderiam voltar a fazê-lo. Vi-os em ação. Também estou ciente de que há uma onda de sentimentos contra eles, por todos os tipos de razões históricas. É tempo de o Palácio ir decisivamente contra esta onda e trazê-los de volta para o seio da família real”, considera Boris Johnson, que afirma ainda que “este não é um momento para meias medidas. Não podem ser membros semi-isolados da Família Real e certamente não podem estabelecer alguma operação rival – uma corte alternativa – que não esteja devidamente coordenada com os outros.”

Para Johnson, Harry e Meghan “têm muito a oferecer. Pensem no prazer inocente que poderiam trazer às pessoas de todo o país, simplesmente vindo agradecer o que fizeram pela comunidade – e, claro, trazer as câmaras”. O antigo primeiro-ministro vai além, e apela para o perdão recíproco entre o príncipe Harry e a família. “Quaisquer que sejam as palavras duras trocadas no passado – e, como a maioria dos leitores, não faço ideia dos detalhes – este é o momento do perdão. Todos precisam de deixar o passado para trás e reintegrar-se, para o bem da família e do país como um todo”, assinala. “Harry precisa de ultrapassar quaisquer insultos que ele e a sua mulher tenham sofrido e reconhecer que o trabalho da Firma é importante e que poucos são capazes de o realizar. Ele deveria dedicar-se a isso. Quanto ao seu pai, que tanto sofreu, é tempo de recordar a parábola do Filho Pródigo. Tragam de volta os Seis Grandes”, conclui Boris Johnson.

De recordar que no passado o antigo primeiro-ministro já revelou ter tentado dissuadir o casal de deixar a realeza, ainda em 2020. “Sinceramente, acho uma pena, disse eu. Acho que há tanta coisa boa que se pode fazer aqui, tantas boas causas. Por que não ficar? Esta foi a essência da minha pergunta, e como ele é basicamente um sujeito educado e paciente, ouviu-me sem o mínimo sinal de impaciência. Mas era evidente que eu não estava a chegar a lado nenhum”, comentou, em março de 2026, também num artigo para o Daily Mail em que apelava: “Já fizeram um ótimo trabalho, quando tiveram a oportunidade. Podem fazer isso de novo. Voltem, Harry e Meghan — tudo está perdoado!”

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