A União de Associações do Comércio e Serviços (UACS) de Lisboa manifestou esta sexta-feira preocupação com o aumento da criminalidade na Baixa lisboeta e anunciou que vai pedir uma audiência ao Governo para discutir o reforço da segurança.
“Vamos pedir uma audiência com o ministro da Administração Interna (MAI), de forma a unirmos forças e tomarmos medidas de prevenção para evitar que isto escale”, disse à agência Lusa a vice-presidente da UACS, Sandra Condesso.
A associação considera que os problemas de segurança na Baixa, embora ainda pontuais, estão a tornar-se mais frequentes e não devem ser desvalorizados, apontando o caso recente de uma turista sueca atingida por um tiro como um “alerta muito sério”.
“Não queremos alarmismo, queremos é prevenção, segurança e ação”, sublinhou Sandra Condesso, apontando a necessidade de reforçar o policiamento de proximidade e o patrulhamento apeado, melhorar a iluminação e intensificar a fiscalização das atividades ilícitas e da ocupação do espaço público.
A UACS defende, ainda, “quando legalmente possível e proporcional”, a avaliação de soluções de videovigilância e uma atuação coordenada entre a Câmara Municipal de Lisboa, o Governo e as forças de segurança.
A vice-presidente da UACS referiu que os comerciantes têm relatado alguns casos de criminalidade, nomeadamente roubos, venda de substâncias ilícitas e furtos praticados por carteiristas, considerando preocupante a maior frequência desses episódios.
Nesse sentido, Sandra Condesso defendeu a necessidade de alterar a legislação, de forma a permitir uma resposta mais eficaz das autoridades, uma vez que, em alguns casos, os suspeitos detidos acabam por regressar à rua após serem presentes a tribunal.
“Lisboa é segura, mas temos estes problemas concretos que não podem ser desvalorizados”, afirmou, defendendo que a Câmara Municipal, o Governo e as forças de segurança trabalhem em conjunto para garantir uma Baixa “viva e segura”, sublinhou.