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(A) :: Quase 50 mil estudantes colocados na 1.ª fase do acesso ao Ensino Superior. Menos 42% de vagas na 2.ª fase que em 2025

Quase 50 mil estudantes colocados na 1.ª fase do acesso ao Ensino Superior. Menos 42% de vagas na 2.ª fase que em 2025

Trata-se do maior número de colocados desde 2020, indica o Ministério da Educação. Vagas para 2.ª fase são quase metade das de 2025.

Leonor Riso
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Agência Lusa
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Perto de 50 mil estudantes foram colocados na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior, ocupando 88,9% das vagas, anunciou esta sexta-feira o Ministério da Educação, dois dias antes da divulgação dos resultados.

Entre os mais de 60 mil candidatos, 49.991 conseguiram colocação numa instituição de ensino superior pública, mais 6.092 do que no ano passado, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

Os jovens só ficarão a saber as médias, se e onde ficaram colocados no domingo, dia em que serão divulgados os resultados da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES). O Observador também irá divulgar esses dados em três análises aos resultados da primeira fase, no domingo, dia 23.

Este ano, as instituições de ensino superior puderam pedir apenas uma prova de ingresso como requisito mínimo, recuperando o que era permitido em 2024. Em 2025, eram pedidas pelo menos duas. “De acordo com o IES, I.P., dos 1 519 pares instituição/curso que podiam fixar elencos com apenas uma única prova de ingresso, 1.330, correspondentes a 88%, decidiram fixar pelo menos um elenco com uma única prova de ingresso“, indica a nota.

Segundo o Ministério, o número de colocados de 2026 é o maior da última década, excluindo-se o ano de 2020 quando foram adotadas regras excecionais para concluir o ensino secundário e para o uso de exames nacionais como provas de ingresso.

Mais de metade dos alunos ficaram colocados na primeira opção

Os dados divulgados pelo Governo indicam ainda que 26.819 estudantes (53,6% do total) foram colocados na primeira opção, ao passo que 9.643 (19,3%) ficaram na segunda opção escolhida. “No total, 84,5% dos estudantes ficaram colocados numa das suas três primeiras opções”, revela o Ministério.

Este ano, verificaram-se 60.513 candidaturas válidas, mais 24,2% do que no ano passado. Este valor inclui “os resultados das reapreciações ou reclamações de classificações de exames finais nacionais do Ensino Secundário ou de outro elemento considerado no cálculo da nota da candidatura”. São mais 11.795 candidatos do que em 2025.

Este ano, a taxa de ocupação após a 1.ª fase atingiu os 88,9%, mais 9,5% do que em 2025. Com tantos candidatos, “este ano, a procura superou a oferta de vagas iniciais, com mais 4.285 candidatos válidos do que vagas disponíveis, invertendo a situação registada em 2025″, detalha o Ministério da Educação. Ou seja, estes candidatos não encontraram vaga nos cursos que desejavam, devido ao elevado número de interessados.

Universidades de Lisboa e Porto com 99% das vagas ocupadas. Hotelaria no Estoril com 101,2%

Apesar de ainda não divulgar qualquer informação sobre as médias dos colocados, o Ministério da Educação adianta que 99,1% das vagas da Universidade do Porto, e 98,9% das vagas da Universidade de Lisboa já foram ocupadas. Em terceiro lugar surge o ISCTE, com 98,8% de ocupação.

Tanto o ensino superior universitário como o politécnico tiveram uma subida na colocação de estudantes. Nas universidades, foi de 8,4% face a 2025, com 33.312 estudantes colocados em 2026 (mais 2.595 do que no ano passado). Nos politécnicos, a subida foi de 26,5% com 16.679 estudantes a encontrarem uma vaga (mais 3.497 do que no ano passado).

As instituições politécnicas mais procuradas foram a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, “com uma taxa de ocupação de 101,2%, seguida do Instituto Politécnico do Porto (agora Universidade Técnica do Porto) e do Instituto Politécnico de Lisboa (agora Universidade Politécnica de Lisboa), com taxas de ocupação de 98,9% e 95,2%, respetivamente”, lê-se na nota divulgada pelo Governo.

Quando souberem se e onde foram colocados, os estudantes devem fazer a sua matrícula e inscrição até 27 de agosto.

Estes valores de ocupação também significam uma queda acentuada no número de vagas disponíveis para a 2.ª fase, que este ano também abrange os alunos que fizerem exames na época extraordinária criada devido aos problemas na classificação dos exames nacionais. Estão disponíveis 6.639 vagas, menos 42,3% do que em 2025.

A 2.ª fase do concurso de acesso ao ensino superior decorre de 24 de agosto a 20 de setembro, e os resultados estão previstos para dia 30 de setembro.