Várias pessoas ficaram feridas, pelo menos duas com gravidade, esta sexta-feira numa escola secundária da cidade sueca de Fagersta, após um ataque com uma espada, informaram as autoridades locais, citadas pela agência Reuters. O alerta foi acionado pelas 14h (hora local, 13h em Lisboa). Uma pessoa foi detida e, segundo o jornal Aftonbladet, foi baleada na perna pela polícia.
O suspeito do ataque será um jovem de 18 anos que já estudou na escola e tem antecedentes criminais por agressões, avança o Expressen. O homem já havia sido condenado por agredir outro aluno em ambiente escolar e, nos últimos anos, esteve sob os cuidados das autoridades devido a problemas familiares. O mesmo jornal avança que a polícia terá realizado buscas na residência do suspeito por volta das 17h locais (16h em Lisboa).
As autoridades receberam um alerta sobre um caso de “violência mortal em curso” na escola secundária Brinell, e a polícia enviou várias equipas para o local. “Trata-se de um agressor armado com uma espada que entrou na escola e feriu várias pessoas”, disse Lena Bylund, assessora de imprensa da Prefeitura de Fagersta, citada pelo jornal sueco Dagens Nyheter.
Num primeiro momento, a polícia alertou a população a manter-se afastada do local. Contudo, numa atualização, as autoridades avançaram que “não há perigo para o público”, disse o porta-voz da polícia, Pelle Vamstad. Ainda assim, as investigações continuam a decorrer no local: a escola está a ser revistada, edifícios próximos estão a ser isolados e testemunhas estão a ser identificadas. A polícia também pretende verificar a existência de imagens de videovigilância.
O primeiro-ministro Ulf Kristersson reagiu, numa partilha nas redes sociais. “Um incidente grave ocorreu hoje em Fagersta, numa escola, logo após as férias de verão. Há relatos de feridos. Ainda não sabemos o que motivou o ato, mas sabemos que a polícia está a trabalhar intensamente. Peço a todos que deixem a polícia e os serviços de emergência trabalharem sem serem incomodados. Os nossos pensamentos estão com todos os afetados.”
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A ministra da Educação, Simona Mohamsson, garantiu que o Executivo sueco está atento ao caso. “Recebi notícias terríveis de uma escola em Fagersta. Está neste momento a decorrer uma operação policial e o Governo está a acompanhar a evolução da situação. Os meus pensamentos estão com todos os alunos, professores e pais“, escreveu na rede social X.
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A autarquia de Fagersta anunciou a abertura de um centro de atendimento a crises para pessoas que procurem informações sobre familiares. “O município está a contribuir principalmente com apoio emergencial, mas ainda está em fase inicial”, afirma Lena Bylund, a assessora de imprensa da Câmara Municipal.
A escola Brinell já havia sido alvo de uma ameaça em maio, avançou o Aftonbladet. Num comunicado, a escola informou que os alunos foram mandados para casa depois de receberem uma ameaça — frases escritas numa sanita dentro da casa de banho da escola. “Outras escolas primárias, escolas primárias adaptadas e todas as pré-escolas optaram, em virtude disso, por manter as crianças e os alunos em ambientes fechados até que novas informações sejam recebidas”, dizia o comunicado. Entretanto, as autoridades não estão a considerar que o ataque desta sexta-feira esteja relacionado com o episódio de maio.
Em 2015 um homem de 21 anos entrou numa escola na cidade de Trollhättan e atacou várias pessoas com uma espada. Três pessoas morreram no ataque: um estudante de 15 anos, um assistente de 20 anos e um professor de 42 anos. Anton Lundin Pettersson morreu no local, depois de ser baleado pela polícia.