Dois militares do Exército morreram esta sexta-feira após terem sido atropelados na Autoestrada 1 (A1), na zona da Mealhada. A informação foi avançada pelo Diário de Coimbra e confirmada pelo Exército Português, através de um comunicado. O acidente já motivou um comunicado do Presidente da República, a manifestar o seu “sentido pesar”.
“O Exército Português comunica, com profundo pesar, o falecimento de dois militares na sequência de um atropelamento ocorrido esta manhã, na área de serviço de Cantanhede, na A1, quando prestavam auxílio a um condutor de um veículo pesado imobilizado“, pode ler-se na nota divulgada.
O acidente deu-se ao quilómetro 204 da A1, no sentido Norte-Sul. De acordo com o comandante dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, Nuno João, as vítimas foram colhidas por um veículo ligeiro enquanto procediam à sinalização na via devido ao rebentamento de um pneu de um veículo pesado.
O comunicado adianta que “foram de imediato acionados os mecanismos de apoio às famílias, incluindo acompanhamento psicológico”. “O Exército determinou a abertura de um processo de averiguações para apuramento das circunstâncias do ocorrido e apresenta as mais sentidas condolências às famílias, amigos e camaradas dos militares, continuando a prestar todo o apoio necessário”, lê-se ainda.
O alerta foi dado às 9h33. No local estiveram 15 operacionais, apoiados por oito viaturas dos Bombeiros, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Guarda Nacional Republicana (GNR). A circulação não chegou a ser interrompida.
Presidente da República manifesta “sentido pesar” pela morte dos militares
Num comunicado emitido poucas horas após o acidente, o Presidente da República comunicou que a notícia foi recebida “com profundo pesar e consternação”.
O chefe de Estado, que é o Comandante Supremo das Forças Armadas, salienta que “de regresso a casa, após terem estado empenhados durante uma semana na montagem de uma ponte militar na região de São Pedro do Sul, os militares demonstraram, uma vez mais, os mais nobres valores de serviço, coragem e solidariedade ao prestarem auxílio, de forma voluntária, a uma viatura que se encontrava em dificuldades”.
“Foi no cumprimento desse gesto altruísta e desinteressado que ocorreu a tragédia que lhes ceifou a vida”, diz António José Seguro, acrescentando que “neste momento de imensa dor, presta homenagem à sua memória e ao exemplo de dedicação ao próximo que deixaram, apresentando às suas famílias, amigos e camaradas as mais sentidas condolências”.
“Que o seu espírito de serviço e sacrifício permaneça como exemplo para todos”, conclui o comunicado.