Dois minutos para a história. Esta quinta-feira, contra o Aarhus, Rafa abriu o marcador à passagem do segundo minuto de jogo e marcou um dos golos mais rápidos da história do Benfica nas competições europeias no Estádio da Luz — para encontrar alguém mais veloz, na verdade, é preciso recuar a Cavém e a José Águas, em 1960 e em 1962, há mais de 60 anos.
https://observador.pt/2026/08/20/rafa-o-herdeiro-da-nostalgia-que-quer-ver-a-tradicao-cumprir-se-a-cronica-do-benfica-aarhus/
Os encarnados derrotaram os dinamarqueses na primeira mão do playoff de acesso à Liga Europa, ficando em vantagem antes da segunda mão na Escandinávia na próxima quinta-feira. Marco Silva não mexeu no onze que há poucos dias goleou o Casa Pia em Rio Maior, mantendo Sudakov, Prestianni e Rafa no apoio a Pavlidis, mas ainda teve tempo para dar os primeiros minutos da época a Fredrik Aursnes, que jogou pela primeira vez depois do Mundial 2026 e recebeu a braçadeira de capitão das mãos de Tomás Araújo.
Depois do jogo, na zona de entrevistas rápidas, Marco Silva mostrou-se naturalmente satisfeito. “É uma boa vitória, que era o primeiro objetivo para nós. A primeira parte teve um bom nível. A segunda parte foi controlada, mas com menos oportunidades, o adversário também abdicou de jogar. Faltou-nos alguma frescura. Apesar do erro no golo, fizemos uma exibição muito boa e é uma vitória saborosa para nós”, começou por dizer.
“Fica o sabor amargo de um golo que não devíamos ter sofrido. Mesmo assim acabámos por reagir forte, mas 30 segundos não beliscam o que foi feito. Ainda assim, estes erros têm de desaparecer da nossa equipa. De resto, fomos muito fortes na bola parada. Ficámos a dever ainda alguns golos. Na segunda parte, tivemos menos oportunidades, mas o adversário abdicou um pouco de jogar e ficou a jogar em 30 metros. Primeira parte muito boa”, vincou, antes de explicar as substituições que fez.
https://twitter.com/playmaker_PT/status/2090542264695361755
“A substituição do Barreiro pelo Ríos teve que ver com o cartão amarelo, mas sabíamos que ele podia dar-nos coisas diferentes ao entrar nos corredores. Sabíamos que o Barreiro podia ser um jogador bom para os apoios frontais e na ligação ao ataque e aos corredores. Do ponto de vista tático foi um jogo muito bom desse jogador. As restantes substituições foram para refrescar, como foi o caso do Andreas [Schjelderup] e do [Jhon] Durán”, indicou.
Por fim, Marco Silva abordou a importância da semana limpa, já que o Benfica não joga para o Campeonato no fim de semana e só volta às competições nacionais após o playoff da Liga Europa. “É óbvio. Andamos a jogar de três em três dias e optámos por fazê-lo. Assim temos uma semana limpa para trabalhar e não nos arrependemos de todo da decisão. Houve jogadores a chegar mais tarde e outros que estão a vir de lesão, como o Fredrik [Aursnes], e será importante ter este tempo. É muito importante para os jogadores que chegaram mais tarde perceberem o que precisamos taticamente. Ofensivamente, talvez tenhamos sido um bocado anárquicos. É muito bom termos uma semana limpa para todos e até o novo reforço poder trabalhar”, terminou, referindo-se ao central Alessandro Circati, que chegou do Parma nos últimos dias.
Na verdade, apesar de Marco Silva considerar que o Benfica foi “anárquico” ofensivamente, este já é o arranque mais goleador do clube desde 1989/90, há mais de três décadas: os encarnados levam 25 golos nos primeiros sete jogos da temporada, igualando a marca de Sven-Göran Eriksson no início da década de 90.
https://twitter.com/playmaker_PT/status/2090553747130728629