Clément Vandenkerckhove tinha 16 anos quando a mãe, a cantora belga Wendy Van Wanten, revelou a identidade do seu pai: o príncipe Laurent da Bélgica. Dez anos mais tarde, o antigo vendedor de automóveis foi legalmente reconhecido como filho do príncipe. Os detalhes só agora foram tornados públicos, embora a sua integração formal na família real tenha acontecido discretamente há cerca de seis meses, numa cerimónia realizada na Câmara Municipal, onde passou a ter oficialmente o título de príncipe.
O reconhecimento, segundo a BBC, confere a Clément direitos iguais na herança do património privado do príncipe Laurent, a par dos seus três meios-irmãos, a princesa Luísa e os príncipes Aymeric e Nicolas. No entanto, o antigo vendedor de automóveis não integrará a linha de sucessão ao trono belga nem participará nas atividades públicas da família real, ao contrário dos meios-irmãos.
Clément afirmou que ainda não tem a certeza se iria começar a usar o apelido do pai, Saxe-Coburg. “Talvez queira fazê-lo, mas tenho orgulho no nome Vandenkerckhove”, disse ao jornal Het Nieuwsblad. “Se sacrificasse este nome de família, seria uma traição a tudo o que a minha mãe fez por mim”.
https://observador.pt/2020/01/28/alberto-ii-da-belgica-assume-filha-de-uma-relacao-extraconjugal/
Apesar de só ter sido reconhecido legalmente como filho do príncipe Laurent este ano, Vandenkerckhove já era uma figura conhecida na Bélgica. Em 2025, foi protagonista de um documentário televisivo, no qual contou como conheceu o pai, de forma inesperada, num centro comercial em 2013, sem saber na altura quem era.
Só três anos depois desse encontro é que a mãe lhe revelou a identidade do pai. A artista tinha mantido uma relação com Laurent antes de o príncipe se casar com a princesa Claire, em 2003.
Quatro anos mais tarde, Vandenkerckhove decidiu contactar o príncipe e os dois acabaram por se encontrar pessoalmente após algumas conversas. Foi então que Laurent lhe propôs a realização de um teste de ADN para confirmar a relação de parentesco. “Fomos juntos ao hospital e lembro-me de ele dizer: ‘Vou primeiro para que estejas à vontade’”. Pouco depois, recebeu um e-mail do laboratório a confirmar uma correspondência genética de 99,5%.
Também Alberto II, pai de Laurent, reconheceu como filha Delphine Boël, nascida de uma relação extraconjugal. Em 2019, na sequência de uma ordem judicial, foi submetido a um teste de ADN, cujos resultados confirmaram a paternidade. O caso pôs fim a décadas de especulação na Bélgica sobre a existência de uma filha do antigo monarca.
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