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"Karma". Irmã de Kim Jong-un elogia redução de exercícios militares entre Washington e Seul e critica Coreia do Sul

Kim Yo-jong sublinha boa relação do irmão com Trump, mas admitiu não saber da existência de contactos recentes entre os dois. Acusa Seul de fazer "jogos de guerra" e do anúncio ter terminado com tal.

Ricardo Reis
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A irmã de Kim Jong-un, Kim Yo-jong, elogiou a redução dos exercícios militares conjuntos entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, anunciada por Donald Trump, e afirmou que o anúncio é “karma” pelas “tentativas” de mudanças da dinâmica geopolítica alegadamente encetadas por Seul.

“Com uma única palavra de Trump a ordenar repentinamente uma redução nos exercícios militares, Seul viu-se na lamentável posição de ter de encerrar os ‘jogos de guerra’ de que mais gostava”, afirmou, citada pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Yo-jong afirmou que o anúncio significa o “destino de um exército espantalho […] que confia a sua defesa e segurança nacional a potências estrangeiras”, e que a relação entre Washington e Seul era de “mestre-servo”.

No entanto, na quarta-feira, Yo-jong tinha desvalorizado a redução dos exercícios, afirmando que “reduzir a escala ou a duração dos exercícios não altera a natureza provocatória e agressiva das manobras militares”.

Na segunda-feira, Donald Trump anunciou a redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, afirmando que são “dispendiosos” e sublinhou a “muito boa relação” com o líder da Coreia do Norte.

“Com base na minha muito boa relação com Kim Jong-un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o facto de os Estados Unidos terem, há muito tempo, concordado em participar em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul”, escreveu no Truth Social.

A qualidade da relação é algo que foi confirmado por Yo-jong, na quarta-feira, que referiu que o irmão guarda “boas memórias e sentimentos pessoais em relação a Trump”, ainda que Washington seja uma “ameaça” à segurança nacional. No entanto, apesar desta “muito boa relação”, a irmã de Kim Jong-un admitiu que desconhecia a existência de contactos entre os dois líderes, algo que também foi afirmado por Trump. “É algo sobre o qual eu não sei absolutamente nada“, afirmou.

Horas depois, Donald Trump confirmou que iria encontrar-se com Kim Jong-un no final do ano, após o Wall Street Journal ter avançado uma notícia nesse sentido. De acordo com o jornal, o encontro pode acontecer em novembro na conferência da Cooperação Económica Ásia-Pacífico, em Shenzhen, na China.

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