A Dinamarca enviou pela primeira vez “em tempos recentes” um grupo de recrutas para cumprir o serviço militar na Gronelândia durante 11 meses, avança o Exército do país.
“No início de agosto, o primeiro grupo de recrutas de 11 meses do Regimento de Infantaria de Schleswig desembarcou no aeroporto de Nuuk. Pela primeira vez, os recrutas participarão no serviço operacional durante o exercício Resistência Ártica, enquanto também treinam e aprimoram as suas habilidades militares”, refere o exército, em comunicado.
Os recrutas, cujo número total não foi divulgado, serão divididos entre Nuuk e Kangerlussuaq, na parte ocidental da ilha, havendo a possibilidade de rotatividade do local.
A 23 de junho, o ministro dinamarquês da Defesa, Jeppe Bruus, anunciou que o país iria enviar recrutas para a ilha até ao final de julho.
Desde a segunda eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos que tem havido ameaças de anexação da Gronelândia por parte de Washington, situação que atingiu o seu ponto mais alto em janeiro e fevereiro, após a captura do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Em janeiro, foi anunciado o exercício militar “Resistência Ártica”, em conjunto com vários países da NATO, para fazer face às ameaças.
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