Três pessoas ficaram esta terça-feira ligeiramente feridas na sequência de um sismo registado em Granada, no sul de Espanha, disse o responsável para as Emergências da região da Andaluzia, António Sanz. “A boa notícia é que não há feridos graves. Foram realizadas 14 intervenções de assistência médica, a maioria das quais por ansiedade, tonturas e traumatismos ligeiros”, publicou no X.
Em declarações à imprensa em Almonte (Huelva), o também primeiro vice-presidente da junta e responsável pela Presidência, Saúde e Emergências adiantou que a administração regional continua a recolher informações para poder fornecer mais pormenores sobre o ocorrido. A Agência de Emergências da Andaluzia (EMA) revela ter atendido mais de 500 chamadas telefónicas pela manhã, com pessoas a relatar sintomas de ansiedade, tontura e desmaios e algumas impossibilitadas de sair de casa. “Entre as ocorrências, destaca-se o apoio prestado a uma menor ferida devido ao impacto de um tijolo. Foram mobilizadas ambulâncias em função dos sintomas e conselhos de saúde aos afetados”, afirmou a agência na sua página na internet.
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Sanz disse também que vai convocar o comité consultivo do plano de emergência para risco sísmico, assim que a situação for avaliada, para continuar a tomar medidas de precaução, autoproteção e prevenção. “Os sismos não são previsíveis, mas podemos alertar a população sobre como deve comportar-se. Esse é o principal esforço que vamos envidar nas próximas horas”, acrescentou o vice-presidente andaluz, que mantém a coordenação com os presidentes de câmara para colocar “todos os meios à disposição”.
Um sismo de magnitude 4,8 na escala de Richter ocorreu pelas 10h38 (9h38 em Lisboa) com o epicentro localizado no município de Alhendin, a 10 quilómetros a sul de Granada, disse o Instituto Geográfico Nacional (IGN).
No sábado, um sismo de magnitude 5 acordou os habitantes de Granada, pouco depois da 1h (24h em Lisboa). Na altura, não foram registados feridos, embora alguns edifícios tenham sofrido danos.
Granada é especialmente famosa pela Alhambra, um palácio classificado como Património Mundial da UNESCO e joia da arquitetura islâmica medieval, que foi a residência dos soberanos do último reino muçulmano de Espanha.