O Festival Vilar de Mouros regressa esta terça-feira para cinco dias de concertos, pela primeira vez, com YUNGBLUD como cabeça de cartaz do primeiro dia e um programa que inclui músicos como Ben Harper, Body Count, Dropkick Murphys e Kasabian.
O festival português mais antigo inicia uma edição inédita de cinco dias, precisamente porque o cantor britânico YUNGBLUD, de 29 anos, só podia atuar esta terça-feira, em Portugal, devido à sua agenda de concertos, e a organização juntou mais um dia à programação.
No primeiro dia desta edição do Festival CA Vilar de Mouros, o destaque do diretor do festival, Paulo Ventura, vai também para os President, uma banda inglesa. “Eles têm aquelas máscaras deles. (…) É aquele metalcore que agora é muito apreciado e muito ouvido por muita gente”.
Os Cabaret Voltaire são destaque e esta será, muito possivelmente, a última vez que vêm a Portugal, disse Paulo Ventura à Lusa.
No segundo dia, quarta-feira, os norte-americanos Dropkick Murphys, que vieram duas vezes ao Vilar de Mouros, regressam 12 anos depois da última presença e agora como cabeças de cartaz.
A presença da banda Fishbone, que criou uma corrente musical, destaca-se igualmente na programação do segundo dia, bem como o “punk de garagem” dos suecos The Hives, o hard rock norte-americano dos californianos Ugly Kid Joe e as bandas Less Than Jake e Grade 2.
Quinta-feira, a programação será dedicada ao Reino Unido com a banda britânica de rock Kasabian, cabeça de cartaz do terceiro dia de Vilar de Mouros.
Os Kula Shaker, “que nunca vieram a Portugal”, os Kaiser Chiefs, “que nunca deixam o palco no mesmo sítio”, e os The Lathums completam o alinhamento da terceira noite do festival minhoto.
No quarto dia, sexta-feira, são celebrados os 25 anos do primeiro espetáculo de Ben Harper no festival, que regressa a Vilar de Mouros com os seus The Innocent Criminals. “Faz 25 anos que ele tocou aqui [em Vilar de Mouros]. É obviamente uma celebração” e vai acontecer pelas 22:00, avisa Paulo Ventura.
Os islandeses Kaleo são os cabeças de cartaz do quarto dia, atuando também a banda norte-americana originária de War, os belgas Triggerfinger, a norte-americana Sydney Ross Mitchell e Monstro.
O último dia do Vilar de Mouros vai receber os Body Count, com o rapper e entretanto também ator Ice-T, Rudeboy, Mark Ramone e Travo.
Ainda no último dia, atua o vencedor do concurso de bandas António Barge, o médico fundador de Vilar de Mouros em 1971.
No ano passado o festival recebeu cerca de 50 mil pessoas, e a expectativa é que, para este ano, o número seja superado, assume a organização do evento.
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A entrada no festival é gratuita para crianças até aos seis anos (inclusive) e os passes, tanto de quatro como de cinco dias, dão acesso grátis ao parque de campismo, mediante a capacidade do espaço.
O evento musical é organizado pela Surprise & Expectation, com o apoio da Câmara Municipal de Caminha e da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros.
O primeiro festival de música de grande dimensão em Portugal, criado pelo médico António Barge, goza da fama do “Woodstock à portuguesa” e a primeira edição aconteceu em 1971, com músicos como Elton John, Manfred Mann e Quarteto 1111. Regressou em 1982, com bandas como U2, Durutti Column, Echo and Bunnymen, The Raincoats, A Certain Ratio, Jafumega, GNR, Carlos Paredes e Tom Robinson Band. Assumiu as edições anuais em 1996, tendo sofrido um interregno de oito anos, entre 2006 e 2014.
As raízes do Festival de Vilar de Mouros remontam a 1965, com características locais, tendo ganho projeção nos anos seguintes com a expansão a áreas da música clássica, jazz e fado.
A edição deste ano do festival termina no sábado, 22 de agosto, e os concertos têm início pelas 17h, todos os dias.