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(A) :: Mistério da morte de Tupac reaberto 30 anos depois. Procuradores acusam líder de gangue de planear homicídio por "vingança"

Mistério da morte de Tupac reaberto 30 anos depois. Procuradores acusam líder de gangue de planear homicídio por "vingança"

Rapper morreu em 1996, atingido por disparos de carro em andamento. Novo julgamento foca-se no "comandante no terreno" que terá planeado o ataque e único ocupante ainda vivo do carro.

Mariana Lima Cunha
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Foi uma morte hipermediática e já aconteceu há 30 anos, mas o homicídio da estrela do rap Tupac Shakur continua a ser um mistério por resolver. Esta segunda-feira, num tribunal de Las Vegas, teve início o novo capítulo da tentativa de descobrir quem matou Tupac: o julgamento do antigo líder de um gangue, Duane “Keffe D” Davis, acusado de estar envolvido no assassinato do rapper.

Como conta o The Guardian, Davis é acusado de ter sido o “comandante no terreno do esforço para matar Tupac”, que foi alvejado por alguém que se encontrava num carro em andamento. Davis teria planeado vingar-se de um ataque do grupo de Tupac ao seu sobrinho, dizem os procuradores responsáveis pelo caso, que contam com os depoimentos de uma testemunha que estava no local e de um antigo polícia.

Davis, hoje com 63 anos, declarou-se inocente, embora no livro de memórias que publicou em 2019 e em conversas anteriores com as autoridades tenha reconhecido que desempenhou um papel no ataque a Tupac. É a única testemunha viva das que se encontravam no carro de onde saíram os tiros que mataram o rapper.

O julgamento deverá durar cerca de um mês. Elementos da família de Shakur estiveram presentes em tribunal esta segunda-feira, numa sessão em que o procurador Binu Palal esclareceu que Davis “não pressionou o gatilho”, mas “planeou o ataque em retaliação pelo espancamento do seu sobrinho”.

Para ajudar a prová-lo, mostrou vídeos e áudios em que o próprio descreve o seu alegado envolvimento no episódio que matou Tupac, continua o The Guardian. Foi um “ato de vingança”, argumentou a acusação, citada pela CNN.

Já o advogado de defesa, Michael Sanft, argumentou que há poucas provas para a teoria da acusação e que as declarações prévias de Davis sobre aquele dia nunca foram consideradas credíveis pelas autoridades, defendendo mesmo que o cliente exagerou o seu papel no episódio para “se colocar falsamente no centro de tudo, para obter ganhos pessoais”.

Tupac Shakur foi atacado em Las Vegas na noite de 7 de setembro de 1996. Os oito disparos vieram de um Cadillac que se colocou junto ao carro em que o rapper seguia, tendo Shakur sido alvejado e morrido oito dias depois.

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