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Flores, pureza e muitos milhões. "O Jardim de Kalahari", o conjunto de joias da noiva Georgina

Do Botswana à red carpet da Met Gala, por onde passou em maio, o diamante Rainha Kalahari é o mais precioso da alta-joalharia Chopard, marca da qual Gio é embaixadora, e que usou na sua boda.

Maria Ramos Silva
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Em maio só podíamos suspeitar, mas agora confirmamos como a passadeira da Met Gala 2026 serviu de teaser para o que se concretizaria meses mais tarde, depois do aguardado “sim”. Num look com direito a véu em que homenageava Nossa Senhora de Fátima, Georgina Rodríguez surgiu em Nova Iorque com um precioso terço de milhões e um imponente par de brincos Chopard — selecionados em ouro branco Fairmined de 18 quilates, com um excepcional diamante em forma de pêra de 25 quilates, classificado como D-flawless, e um diamante de corte brilhante de 6,41 quilates, classificado como D-flawless, totalmente incrustados com diamantes em forma de pêra num total de 4,55 quilates e diamantes de corte brilhante num total de 4,35 quilates. A estes juntava-se um anel em ouro branco Fairmined de 18 quilates com um excecional diamante de 20 quilates, sem imperfeições (D), com corte em almofada, totalmente incrustado com diamantes de corte brilhante num total de 3,9 quilates e diamantes em forma de pêra num total de 3 quilates. Qualquer um deles fazia parte da coleção O Jardim de Kalahari — e haveriam de voltar a ser protagonistas este agosto, durante a sessão que a noiva Gio protagonizou para a revista Vogue, fotografada pelo fotógrafo alemão Juergen Teller.

Não foram os únicos a destacar-se: a mulher de Cristiano Ronaldo brilhou ainda com outros elementos desta coleção, originalmente composta por seis peças de alta joalharia criadas pela marca Suíça, fundada em 1860. Gio surge no ginásio da casa de Cascais com um peso de 16 quilos e uma não menos poderosa pulseira deste set, com dois diamantes cortados em esmeralda de 21 e 14,7 quilates cada, e 36,74 quilates de diamante. Mas, sem surpresas, é ao pescoço que se concentram todas as atenções. Eis o colar Chopard com um diamante central de 6,41 quilates com 140 quilates de diamantes adicionais, saído da mesma coleção The Garden of Kalahari, explica a marca no seu site oficial.

Numa imagem glamourosa à beira da piscina da casa de Cascais onde o par trocou alianças, Georgina surge ainda com os anéis do set.

A história do conjunto Kalahari é já longa, e vai das profundezas de uma mina africana até à mais mediática escadaria da moda, desfilada por celebridades como Charlize Theron ou Beyoncé, que este ano marcou o seu regresso à Met Gala com referências desta coleção Chopard. Tudo começou em 2015, quando a a diretora artística e co-presidente da joalheira Caroline Scheufele colocou os olhos pela primeira vez naquela a que chamaria de Rainha de Kalahari, o diamante natural, perfeito, de 342 quilates, encontrado em abril daquele ano na mina Karowe, no Botswana. “Nascido da rocha vulcânica conhecida como kimberlite, formado em altas temperaturas e pressões com idades intermináveis, este diamante consagra uma sensação de permanência e a força dos laços que ligam os seres humanos à terra.”, sublinha a Chopard.

Como pioneira no luxo sustentável, Scheufele encorajou ainda a mina Karowe a aceitar o desafio do Green Carpet Challenge, sujeita aos critérios de validação das melhores práticas da Eco-Age, no âmbito da justiça ambiental e social.

A pedra foi adquirida pela Chopard, que depois de cortar o diamante em 23 pedras assinou uma alta coleção de joias, reafirmando a reputação ao nível da artesania. O processo de produção decorreu em Antuérpia, de onde saíram os 23 grandes diamantes. Sem falhas, a pedra recebeu a marca de cor D, a melhor, e uma pureza máxima, de grau F. Sem supresa, trata-se do mais precioso conjunto de joias já produzido por Chopard, sentencia a marca no seu site oficial. O valor total permanece sob consulta (previsivelmente a apontar para expressivos milhões por todos os motivos elencados e mais alguns). À epoca do seu lançamento, alguns especialistas atreveram-se a apontar para os 50 milhões.

A coleção levou 3.200 horas para ser produzida e cada fase de seu desenvolvimento foi filmado por Alexis Veller, tendo em vista a realização de um documentário de 55 minutos que foi ao ar na Semana da Moda de Paris. Projetadas com motivos florais, as peças comunicam umas com as outras, num sofisticado mecanismo. O colar manifesta-se como uma flor que está amarrada com três pingentes adornados com as três maiores pedras do bloco: a pedra de 50 quilates em forma de girassol, o coração de 26 quilates incorporado e a pêra de 25 quilates reinventada. Cada um deles pode ser usado a solo ou juntos, dois dos quais podem desempenhar o papel de brincos. À pulseira com dois diamantes de esmeralda juntam-se ainda não um mas dois anéis, um dos quais com um relógio secreto. Para a produção da Vogue, o colar de Georgina revela apenas um dos pingentes.

Esta pedra rainha teve a sua grande apresentação mundial em 21 de janeiro de 2017, quando foi mostrada em Paris, com a dama Shirley Bassey a entoar ‘Diamonds are Forever’ usando o colar Kalahi, desta feita com os três maiores diamantes anexados. Mas nada como uma embaixadora oficial, e uma das noivas mais famosas do verão, para relançar o protagonismo de uma criação única.