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(A) :: Montenegro convicto de que venda da TAP e dividendos futuros permitirão recuperar investimento feito pelo Estado

Montenegro convicto de que venda da TAP e dividendos futuros permitirão recuperar investimento feito pelo Estado

Primeiro-ministro diz que privatização será mais favorável do que se previa. E manifesta convicção de que Estado vai recuperar o valor investido na empresa com a venda e os dividendos futuros.

Ana Suspiro
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A privatização da TAP vai ser “uma operação muito mais favorável do que se previa há uns anos”, afirmou Luís Montenegro. Durante o tradicional discurso no Pontal enquanto líder do PSD, Montenegro demonstrou a “convicção” de que com a venda de 44,9% “se vai iniciar a recuperação total do valor que os portugueses investiram” na companhia aérea, cerca de 3,2 mil milhões de euros.

Reconhecendo que ninguém sabe qual vai ser o desfecho desta operação — o Estado está a avaliar as duas propostas finais para a TAP — “tenho a convicção de que vamos iniciar a recuperação total do valor que os portugueses investiram”. O Estado vai contar primeiro com o encaixe da venda em curso do capital da TAP “e vamos projetar para o futuro os resultados para que os dividendos possam vir a permitir compensar paulatinamente o investimento que fizemos”.

Durante o Governo de António Costa o Estado injetou 3,2 mil milhões de euros na reestruturação da TAP, dos quais 2,6 mil milhões de euros foram uma ajuda pública e o restante foi justificado como compensações pela restrição da operação aérea durante a pandemia.

Sem falar nos valores que foram oferecidos pelos dois candidatos — a Air France-KLM e a Lufthansa — o primeiro-ministro recordou que a avaliação para 100% da TAP feita há uns anos rondava os 800 a 1.100 milhões de euros.

Realçou também que a privatização em curso irá garantir uma solução de futuro com a manutenção do hub e a valorização das rotas integradas num grande grupo, lembrando que os candidatos finalistas “são dois dos três grandes operadores europeus e de dimensão global”. Será uma parceria com um dos operadores que vai servir o interesse da TAP e da economia nacional, frisou.

Para chegar a este ponto, Luís Montenegro diz que o Governo tomou decisões que contribuíram para valorizar a TAP, como reforçar a governação, aumentar a exigência sobre a gestão da companhia aérea sem se intrometer na gestão, planear a frota futura e tomar decisões difíceis sobre elementos que desvalorizavam a TAP, ao mesmo tempo que manteve a paz social.

No final de julho, Lufthansa e Air France-KLM entregaram ofertas vinculativas para a compra de 44,9% da TAP, percentagem que pode subir até aos 49,9% se os trabalhadores não adquirirem a parte que lhes está reservada. O relatório final da Parpública com a avaliação das duas ofertas será entregue ao Governo entre o final de agosto e setembro.