O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que está estacionado há mais de 260 dias consecutivos no Mar Arábico, não está há tempo “suficiente” em alto-mar, desvalorizando a preocupação das famílias com as condições de higiene e de saúde mental no porta-aviões.
“Aquele navio está a sair agora e vai ser substituído por outro muito semelhante”, refere, em declarações aos jornalistas. Questionado sobre a duração da missão, Trump declarou que “não é de longe tempo suficiente” em alto-mar. No entanto, os 260 dias consecutivos sem desembarcar são um recorde para um porta-aviões nos tempos modernos.
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Na quinta-feira, o Wall Street Journal dava conta da substituição do porta-aviões pelo USS George Washington “como parte de um plano de rotação previamente agendado”.
“O Lincoln passou por um longo período de serviço com poucas escalas em portos, o que levou congressistas a expressarem preocupação com as condições de vida a bordo do navio”, sublinhou o jornal.
Em janeiro, o USS Abraham Lincoln foi mobilizado para o Médio Oriente, numa altura de elevada tensão entre os Estados Unidos e o Irão, que culminou na guerra entre os dois países que começou a 28 de fevereiro. O porta-aviões acabou por ser usado na Operação Fúria Épica e tem participado no bloqueio naval contra os portos iranianos.
No entanto, o canal norte-americano MS Now noticiou que os marinheiros estavam a enfrentar “condições difíceis, incluindo escassez de alimentos e falta de pasta de dente e sabonete”, o que motivou preocupações de congressistas em relação às condições da embarcação e à saúde mental da tripulação “devido à falta de escalas portuárias mais frequentes”.
Nos últimos dias, as condições de higiene e de saúde mental dos fuzileiros têm sido denunciadas pelas famílias e por congressistas, com relatos de, pelo menos, dois marinheiros que caíram ao mar desde o início da missão, um deles durante um surto psicótico, refere a CNN.