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(A) :: Trump afirma que porta-aviões estacionado há mais de 260 dias no Mar Arábico não está "nem de longe" há "tempo suficiente" no mar

Trump afirma que porta-aviões estacionado há mais de 260 dias no Mar Arábico não está "nem de longe" há "tempo suficiente" no mar

Donald Trump desvaloriza as preocupações das famílias dos marinheiros no porta-aviões USS Lincoln. Tripulação tem enfrentado problemas de higiene e saúde mental a bordo.

Ricardo Reis
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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que está estacionado há mais de 260 dias consecutivos no Mar Arábico, não está há tempo “suficiente” em alto-mar, desvalorizando a preocupação das famílias com as condições de higiene e de saúde mental no porta-aviões.

“Aquele navio está a sair agora e vai ser substituído por outro muito semelhante”, refere, em declarações aos jornalistas. Questionado sobre a duração da missão, Trump declarou que “não é de longe tempo suficiente” em alto-mar. No entanto, os 260 dias consecutivos sem desembarcar são um recorde para um porta-aviões nos tempos modernos.

https://twitter.com/Osint613/status/2088316038538502411

Na quinta-feira, o Wall Street Journal dava conta da substituição do porta-aviões pelo USS George Washington “como parte de um plano de rotação previamente agendado”.

“O Lincoln passou por um longo período de serviço com poucas escalas em portos, o que levou congressistas a expressarem preocupação com as condições de vida a bordo do navio”, sublinhou o jornal.

Em janeiro, o USS Abraham Lincoln foi mobilizado para o Médio Oriente, numa altura de elevada tensão entre os Estados Unidos e o Irão, que culminou na guerra entre os dois países que começou a 28 de fevereiro. O porta-aviões acabou por ser usado na Operação Fúria Épica e tem participado no bloqueio naval contra os portos iranianos.

No entanto, o canal norte-americano MS Now noticiou que os marinheiros estavam a enfrentar “condições difíceis, incluindo escassez de alimentos e falta de pasta de dente e sabonete”, o que motivou preocupações de congressistas em relação às condições da embarcação e à saúde mental da tripulação “devido à falta de escalas portuárias mais frequentes”.

Nos últimos dias, as condições de higiene e de saúde mental dos fuzileiros têm sido denunciadas pelas famílias e por congressistas, com relatos de, pelo menos, dois marinheiros que caíram ao mar desde o início da missão, um deles durante um surto psicótico, refere a CNN.