A direção da Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, entregou em tribunal o computador utilizado durante o exame nacional do aluno Martim, com o objetivo de “dissipar quaisquer dúvidas” sobre suspeitas de irregularidades na prova. A decisão surge após o pai do aluno ter interposto uma providência cautelar, que contesta o processo após dois terços da prova terem estado, alegadamente, desaparecidos.
“Decidimos entregar o computador no Tribunal de maneira a dissipar quaisquer dúvidas que envolvam o exame do aluno Martim, que é um aluno externo, mas que decidiu realizar a prova nas nossas instalações”, explicou fonte da direção do estabelecimento de ensino ao Correio da Manhã, que avançou a notícia.
Mas ao contrário da explicação da escola, o pai do estudante e advogado, Paulo Duarte, rejeita que a entrega tenha sido voluntária. Segundo o encarregado de educação, que no início da semana garantia que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu ainda aguardava documentação requerida ao Ministério da Educação, a cedência do equipamento decorre de uma determinação judicial.
“Os documentos e o computador foram agora entregues por ordem do Tribunal e por isso é falso que tenha sido uma entrega voluntária por parte da escola”, afirmou Paulo Duarte, acrescentando ter sido dado “mais um passo rumo ao grande objetivo: fazer justiça”.
Martim obteve uma classificação de 4,3 valores no exame, e a família sustenta que a prova apresentada pela escola não corresponde àquela que o jovem realizou. “Encontrámos várias irregularidades, quer nas questões de escolha múltipla, quer em folhas que não foram assinadas pelo nosso filho”, argumentam.