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(A) :: Portugal vai pagar mais 25% por fragatas similares adquiridas por Itália. Defesa justifica valor superior com inflação até 2029

Portugal vai pagar mais 25% por fragatas similares adquiridas por Itália. Defesa justifica valor superior com inflação até 2029

Portugal pagará mais de mil milhões por cada FREMM, contra 750 milhões pagos por Itália em 2024. Governo alega que preço inclui correção pela inflação até à entrega, em 2029 e 2030.

Marina Ferreira
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As fragatas italianas que Portugal vai comprar a Itália têm um valor 25% superior ao que a Marinha italiana vai pagar para adquirir navios 95% semelhantes, adquiridos aos estaleiros da Fincantieri e ao fabricante de armamento Leonardo, avança esta sexta-feira o Expresso.

Há dois anos, em 2024, os italianos contrataram a aquisição de dois navios que custaram, por unidade, 750 milhões de euros. A Marinha portuguesa vai pagar mais de mil milhões por cada plataforma. Estes valores, segundo o semanário, não consideram o programa global, no valor total de 3.900 milhões de euros.

E a estes valores soma-se ainda o investimento em mísseis e em obras na Base Naval de Lisboa, uma vez que as fragatas não têm dimensão para caber na presente configuração do Arsenal do Alfeite.

Em declarações ao Expresso, fonte do gabinete do ministro da Defesa, liderado por Nuno Melo, admite que “o preço das FREMM portuguesas será, potencialmente, superior” ao valor que os italianos pagaram por embarcações idênticas e justifica a diferença de valores com o “fator inflação”. Isto porque as aquisições de armamento financiadas pelo programa europeu SAFE são pagas pelo preço que os bens teriam daqui a quatro anos, pormenor que ainda não era conhecido.

“O contrato nacional será celebrado a preço fixo, mercê da tipologia do mecanismo de financiamento SAFE e suas regras, existindo, por isso, a necessidade de prever a correção de preços pela inflação até à entrega dos navios, em 2029 e 2030”, respondeu o Governo.

PSD e CDS-PP pediram esta quinta-feira a audição de Nuno Melo na Assembleia da República para “dissipar quaisquer dúvidas” sobre a informação que tem sido exposta em “notícias e redes sociais acerca do suposto afastamento de uma empresa portuguesa do processo de aquisição de três fragatas”.