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PJ detém cinco mulheres suspeitas de associação criminosa e burla qualificada

A Polícia Judiciária deteve cinco mulheres suspeitas de integrarem uma rede que burlou pelo menos 13 vítimas através de cibercrime, causando prejuízos de cerca de 110 mil euros.

Agência Lusa
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A Polícia Judiciária (PJ) revelou esta quinta-feira ter detido na quarta-feira cinco mulheres suspeitas de crimes de associação criminosa, burla qualificada, acesso ilegítimo, falsidade informática e branqueamento de capitais, que originaram “lucros ilícitos superiores a 100 mil euros”.

Em comunicado, a PJ indica que a operação “Login” se iniciou em março de 2025 e foi realizada pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), tendo incluído oito buscas domiciliárias — em Almada, Seixal, Pombal e Elvas — e contado com a colaboração da Polícia de Segurança Pública (PSP).

“Na sequência das detenções e das buscas domiciliárias, procedeu-se à apreensão de diversa documentação e prova digital”, refere, precisando que “os factos criminosos em investigação fizeram, pelo menos, 13 vítimas, estando apurado até ao momento um prejuízo patrimonial de cerca de 110 mil euros”.

A investigação foi desencadeada depois de “uma funcionária de uma entidade bancária ter solicitado e acedido indevidamente aos canais digitais de clientes” da instituição “sem o seu conhecimento e consentimento” e realizado “transferências de diversas quantias para diferentes ‘money mules’ que receberam e dissiparam os fundos de origem fraudulenta”, adianta o comunicado.

As “money mules” (ou mulas de dinheiro) são pessoas que recebem na sua conta bancária dinheiro de terceiros, proveniente geralmente de atividades criminosas, e depois o transferem ou entregam a outra pessoa, recebendo uma comissão por isso.

Este tipo de lavagem de dinheiro tem vindo a aumentar e muitas das transações estão ligadas ao cibercrime.

Segundo a PJ, “a este primeiro inquérito foram ainda apensados outros, nos quais existiam coincidências de suspeitos, por terem recebido quantias com proveniência ilícita através de diferente ‘modus operandi’, como ‘phishing’ [uso de mensagens eletrónicas ou telefonemas falsos para obter dados confidenciais] e falso arrendamento de imóveis”.

As detidas serão presentes a primeiro interrogatório para aplicação de medidas de coação.