Na Europa reina o campeão… europeu. Quando a conversa é a Supertaça Europeia, tem de se falar na equipa que ganhou a Liga dos Campeões poucos meses antes da partida que abre a temporada no que concerne à elite do futebol europeu. É assim desde 2019, ano em que o Liverpool repôs a “normalidade” depois de o Atl. Madrid ter batido o rival Real Madrid um ano antes. Foi assim em 2026, com o PSG a prolongar o seu domínio na Europa com a reconquista da Supertaça, algo que não acontecia desde os merengues, em 2017, e que só o AC Milan tinha conseguido em 1990, ano em que, curiosamente, também conquistou o troféu pela segunda vez. De referir ainda que, desde 2010, só três edições foram vencidas pelo campeão da Liga Europa, sempre pela mesma equipa: o Atl. Madrid, em 2010, 2012 e 2018.
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Foi na Áustria, na Red Bull Arena, que os parisienses arrancaram a época da melhor e a poucos dias de disputarem mais um título, no caso a Supertaça de França, diante do Lens (domingo às 19h45). No jogo desta quarta-feira, que contou com Nuno Mendes, Vitinha e João Neves no onze, a equipa de Luis Enrique arrancou melhor, chegando ao golo por Khvicha Kvaratskhelia, mas o “menino” Brian Madjo empatou em cima do intervalo. No retomar, o Aston Villa até entrou forte, mas o PSG respondeu como melhor faz: a marcar, por Désiré Doué. Sentenciada a vitória, os rouge et bleu continuam a ser o único clube francês que tem a Supertaça Europeia no seu museu e, no álbum de ouro da prova, igualaram Ajax, Anderlecht, Valencia, Juventus, Chelsea e Bayern Munique com dois troféus, estando apenas atrás de Atl. Madrid (três), Liverpool (quatro), Barcelona (cinco), AC Milan (cinco) e Real Madrid (seis).
Olhando aos anos civis de 2025 e 2026, este é o décimo troféu conquistado pela equipa de Luis Enrique, que perdeu apenas a final do Campeonato do Mundo de Clubes no ano passado, frente ao Chelsea, e sucumbiu nos 16 avos de final da última Taça de França, na receção ao rival Paris FC. Tirando isso, o PSG venceu o Campeonato francês nas duas ocasiões, a Taça de França no ano passado, a última edição da Supertaça, a Champions nos dois anos, a Supertaça Europeia em ambas as épocas e a Taça Intercontinental. Esta lista pode aumentar para 12 nos próximos meses, já que os rouge et bleu ainda vão disputar a Supertaça francesa e a Taça Intercontinental, em dezembro.
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Curiosamente, os ingleses são os adversários prediletos do bicampeão da Europa que, em oito eliminatórias ou finais europeias contra equipas oriundas do país dos três leões, venceram sempre, com todos os jogos a surgirem nestes dois anos civis: Liverpool (oitavos da Champions de 2025), Aston Villa (quartos), Arsenal (meias-finais), Tottenham (Supertaça Europeia de 2025), Chelsea (oitavos da Champions de 2026), Liverpool (quartos), Arsenal (final) e, agora, de novo os villans. Destaque ainda para Luis Enrique, que conquistou um troféu europeu pela sexta vez e igualou Sir Alex Ferguson e Giovanni Trapattoni na lista dos treinadores mais titulados, atrás de Carlo Ancelotti (dez) e Pep Guardiola (sete) — José Mourinho está logo atrás com cinco.
Na flash-interview do Canal+, o treinador espanhol aproveitou para elogiar a mentalidade da sua equipa. “Não estou surpreendido. Conheço perfeitamente os jogadores. Foi muito complicado, tal como no ano passado. É preciso destacar o que a equipa fez, porque não é fácil com tão poucos dias de treino. É muito fácil motivar estes jogadores. Eles adoram o que fazem. É uma situação quase perfeita. É tão difícil ganhar títulos consecutivamente. É preciso aproveitar, ser ambicioso e profissional para tentar ganhar tudo novamente. É isso que é a ambição. É magnífico ver estes adeptos aqui a apoiar a equipa”, destacou Enrique.
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Depois do treinador foi a vez de Nasser Al-Khelaïfi falar ao canal francês. “É fantástico começar a época com um troféu, um troféu importante para nós. Temos de continuar sempre a ganhar. Somos uma verdadeira equipa. Estávamos todos exaustos, mas lutámos. Temos a melhor equipa, o melhor treinador, os melhores jogadores, os melhores adeptos… Que sorte!”, começou por dizer o presidente do PSG, que acabou por ser questionado sobre a sua eventual candidatura à presidência da FIFA. “Estou muito, muito feliz por ser o presidente do PSG e estou feliz por continuar”, respondeu com um sorriso nos lábios e em inglês aquele que tem sido apontado como o eventual candidato da UEFA na tentativa de derrotar Gianni Infantino.