A Google apresentou a série Pixel 11 esta quarta-feira, adicionando três modelos à sua divisão de smartphones.
Tal como na série 10, apresentada no ano passado, também esta nova gama terá três modelos: o Pixel 11, Pixel 11 Pro e o Pixel 11 Pro XL. Como revela o nome, o 11 Pro XL é o smartphone de maiores dimensões, com um ecrã de 6,8 polegadas. Os restantes modelos têm um ecrã de 6,3 polegadas.
O Pixel 11 é o modelo de entrada de gama, enquanto nos modelos Pro é possível encontrar características técnicas mais ambiciosas. Por exemplo, os Pro têm um tipo de ecrã diferente, com maior resolução e também mais luminosidade. Enquanto o ecrã do Pixel 11 chega até aos 3 mil nits (unidade de medida do brilho de um ecrã), para uma visualização em ambientes muito luminosos, os Pro conseguem alcançar os 3.600 nits.
Mas há pontos em comum, como o facto de usarem o mesmo processador, o Tensor G6, desenvolvido pela Google. Segundo a empresa, tornou-se possível ter equipamentos “25% mais rápidos na navegação” em relação aos antecessores, a série Pixel 10. Há ainda a promessa de uma autonomia “superior a 30 horas”.
No que diz respeito às câmaras, os Pixel 11 têm um sistema de câmara tripla, com uma câmara principal com um sensor de 48 MP e a possibilidade de um zoom de 30 vezes. Nas versões Pro, também há um sistema triplo, mas a câmara principal é uma grande angular de 50 MP. Contam com um zoom de até 120 vezes para que seja possível tirar fotografias a uma maior distância.
Os modelos Pro trazem mais uma novidade: a HiLight. Consiste num conjunto de luzes LED, dispostas à volta do flash da câmara traseira do telefone, para que haja notificações luminosas. Sempre que o telefone estiver virado para baixo, a HiLight brilhará para alertar o utilizador de que há mensagens ou uma chamada.
Foram dados alguns exemplos de uso, como a possibilidade de usar cores diferentes para os contactos favoritos, para que saiba pela cor da luz de quem está a receber chamadas ou mensagens no WhatsApp. A luz também dará ao utilizador uma indicação visual para que saiba quando é que o assistente pessoal Gemini está ativo.
As funções de inteligência artificial (IA) também estão nos telefones — ou não estivesse a Google a operar nesta área. Todos os equipamentos têm a Gemini Intelligence e já estão pré-instaladas as apps Gemini. Há novidades em algumas das ferramentas de IA, como a tradução instantânea, que permite agora traduzir vídeos, podcasts e também mensagens de voz.
Os três telefones vão ser lançados com o Android 17, o sistema operativo mais recente, e a promessa de sete anos de atualizações.
Este ano, a Google eliminou da lista de opções os equipamentos com 128 GB — o que justifica em parte a subida de preços em relação ao ano passado. O Pixel 11 de entrada de gama arranca nos 1.019 euros. Já o Pixel 11 Pro tem preços entre 1.219 euros (256 GB) e os 1.619 euros (versão de 1 TB). No Pro XL, os preços variam de 1.429 euros (256 GB) a 1.819 euros (1 TB).
https://observador.pt/2025/08/20/google-lanca-smartphones-pixel-10-presenca-da-ia-gemini-vai-crescer-nos-relogios-e-nos-auriculares/
Também foi apresentado um novo smartwatch, o Pixel Watch 5. O relógio mantém o formato redondo do mostrador, disponível em dois tamanhos (41 ou 45 milímetros). Em Portugal, os preços arrancam nos 419 euros para a versão com ecrã de 41 milímetros e conetividade Wifi ou 449 euros no modelo de 45 milímetros e Wifi.

Pixel Tag é um pequeno dispositivo para os distraídos — e uma resposta à popular AirTag da Apple
A lista de anúncios da Google fica concluída com a revelação da Pixel Tag, um pequeno dispositivo inteligente que dá resposta à Apple. A marca da maçã lançou os pequenos discos redondos em abril de 2021.
A ideia é que o utilizador possa colocar este acessório nos dispositivos que não quer perder, como chaves ou mala durante uma viagem. A localização poderá ser detetada através do telemóvel. Além da Apple, várias marcas têm as suas versões: a Samsung, por exemplo, tem as Smart Tag desde 2021.

Ao contrário das concorrentes, a Pixel Tag tem um formato oval. Segundo as especificações técnicas reveladas pela Google, a Pixel Tag terá bateria para “durar mais de um ano”. Pretende ser um equipamento leve (11,8 gramas já com a bateria) e com 4,6 centímetros de comprimento.
Este acessório é compatível com smartphones Android que tenham pelo menos o sistema operativo Android 9 (lançado em agosto de 2018).
A Google revela que estes equipamentos vão chegar a Portugal, mas sem avançar uma data concreta de disponibilidade ou preço.