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Suécia desmantela operação de espionagem russa para influenciar decisões do país na NATO e na UE

O SVR, a agência internacional dos serviços secretos russos, recrutou agentes para contaminar decisões suecas na NATO e na UE. A operação foi conduzida por um agente de missão diplomática.

Ricardo Reis
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Os Serviços de Segurança da Suécia (Säpo, sigla sueca) identificaram e desmantelaram uma operação de espionagem russa para manipular a tomada de decisões suecas ou europeias por parte do país e a atuação da Suécia na União Europeia (UE) e na NATO. A operação foi realizada através de um agente de uma missão diplomática e de outros meios, mas é desconhecida a missão diplomática envolvida na operação.

“Potências estrangeiras, e sobretudo a Rússia, possuem um elevado nível de capacidade e atuam a longo prazo para atingir os objetivos do regime. As atividades de espionagem russas concentram-se particularmente em informações relacionadas com as posições políticas suecas e com a atuação da Suécia na NATO e na UE. Mas também incluem o apoio à Ucrânia e às capacidades militares suecas”, sublinhou o Säpo em comunicado.

A operação foi planeada e dirigida pela agência internacional dos serviços secretos russos (SVR, sigla inglesa), através do “trabalho de espionagem tradicional, ao recrutar fontes humanas, agentes, que por sua vez atuaram e tentaram influenciar outros”.

“A gestão do agente estrangeiro vinha a ocorrer há muito tempo através de métodos conspiratórios. Entre outras coisas, o agente foi designado para obter informações para que o serviço de informações russo pudesse influenciar e contaminar a tomada de decisões na Suécia. O Serviço de Segurança conseguiu acompanhar em detalhes como as reuniões ocorreram e o que foi discutido“, afirmou Christoffer Wedelin, Chefe Adjunto de Operações do Serviço de Segurança.

A Suécia tornou-se membro da NATO, em 2024, como consequência da invasão em larga escala da Ucrânia, em 2022, pondo fim a mais de duzentos anos de neutralidade político-militar. O país é alvo de operações de espionagem por parte da Rússia, da China e do Irão, refere a Euronews.

Os serviços de segurança lembram que, todos os anos, várias pessoas são alvo de tentativas de recrutamento, e aconselham os cidadãos a entrarem em contacto com as autoridades se receberem uma chamada suspeita.