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(A) :: Luís Neves diz estar "tranquilo e desejoso que a auditoria seja feita e seja conhecida"

Luís Neves diz estar "tranquilo e desejoso que a auditoria seja feita e seja conhecida"

O ministro da Administração Interna diz estar “tranquilo" e até "desejoso" que a auditoria pedida pela ministra da Justiça seja "feita e conhecida".

Alexandra Machado
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“É com toda a tranquilidade e até desejo efetivamente que esse trabalho seja feito para se conhecer todo o percurso da instituição”, declarou nesta segunda-feira Luís Neves, ministro da Administração Interna, em Gouveia, dizendo que enquanto foi diretor nacional da Polícia Judiciária houve várias inspeções.

Em declarações aos jornalistas, transmitidas pela RTP, diz não considerar que a auditoria pedida pela colega do Governo, a ministra da Justiça, seja algo de pessoal. E declarou que enquanto esteve à frente da PJ teve o maior orçamento e mais pessoal. “Fizemos um trabalho extraordinário que foi receber as pessoas do SEF que tinham sido maltratadas e foram instaladas e acolhidas. Tivemos obras em todos os edifícios da PJ”.

E reitera estar “tranquilo e desejoso que a auditoria seja feita e seja conhecida”.

Numa visita a Gouveia, foi ainda questionado sobre a concentração de muita gente para ver o eclipse solar em zonas de risco de incêndio. O ministro da Administração Interna, Luís Neves, garante que “todos os agentes da Proteção Civil, a GNR e o ICNF estão imbuídos em estarem mais presentes, mais atentos para que esse momento único da história da vida humana seja um momento de felicidade e não traga qualquer risco acrescido de incêndios”.

Sobre os alertas do Presidente, Luís Neves volta a comentar que tem o dever de sinalizar o que é uma preocupação coletiva. “Estamos a alterar muito do que é necessário fazer-se. A prevenção tem de ser nos 365 dias. Não podemos estar vocacionados só para o combate. Temos de limpar, organizar, preparar e ter mentalidade de trabalho em conjunto e por isso é com muito agrado que escutei as palavras do senhor Presidente da República”.

Nos temas da segurança, incluindo nos incêndios, “não pode haver condomínios. Todos os que têm responsabilidade têm de trabalhar de uma forma conjunta. E vejo com agrado que é também uma preocupação do senhor Presidente, além da preocupação de todos nós e nós estamos muito imbuídos em cumprir o programa do Governo”.

O facto de haver mais gente em equipas de intervenção permanente, de bombeiros, há outras a serem criadas brevemente, “permite que os bombeiros tenham equipas de prontidão e possam dar resposta firme de conhecimento e de momento e tem permitido que 95% dos incêndios sejam extintos nos primeiros momentos”.

Questão diferente é que até 2017, 80% das verbas eram gastas no combate. O compromisso é que “vamos apostar definitivamente na prevenção”.

“Poucos não podem pôr em causa todos os coletivos”, declara, dizendo que estão a ser encontradas formas de conhecer o território e que se fixem populações dentro do país.