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Raimundo realiza visita de quatro dias a Cuba para assinalar centenário de Fidel Castro

Raimundo lembrou Fidel Castro como "o mais destacado obreiro da revolução cubana e da sua projeção internacional".

Agência Lusa
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O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, inicia nesta segunda-feira, 10 de agosto, uma visita de quatro dias a Cuba onde participará num colóquio evocativo do centenário do nascimento do revolucionário e ex-Presidente cubano Fidel Castro.

A visita foi anunciada nesta segunda-feira pelo partido numa nota à imprensa em que se assinala que esta iniciativa “é uma expressão das relações de amizade entre o Partido Comunista Português e o Partido Comunista de Cuba, representa a justa valorização do legado libertador de Fidel e é expressão da posição solidária do PCP para com a revolução cubana”.

De acordo com as informações transmitidas pelo partido, Paulo Raimundo participará no I Colóquio Internacional Fidel: Legado e Futuro, que se realiza no Palácio das Convenções, em Havana, de 10 a 13 de agosto, evento enquadrado na evocação do centenário do nascimento de Fidel Castro (1926-2016), revolucionário comunista cubano que presidiu Cuba até 2011.

Fonte oficial do PCP indicou à Lusa que a visita de Raimundo terá a mesma duração do colóquio.

A propósito dos 100 anos do nascimento de Fidel Castro, o PCP já organizou, em abril deste ano, uma conferência intitulada “No centenário de Fidel Castro: Cuba, a revolução e o mundo”, que decorreu na Voz do Operário, em Lisboa.

Na ocasião, Paulo Raimundo salientou que “as principais dificuldades atravessadas pela economia cubana resultam de um criminoso e ilegal bloqueio imposto pelos EUA”, que se intensificou em janeiro quando a administração Trump aplicou um bloqueio energético àquele país.

O secretário-geral do PCP realçou que “o imperialismo norte-americano procura impedir a entrada de combustíveis em Cuba e vai mais longe”, proclamando “indecentes declarações no sentido de dominar o país”.

“Atitudes que se inserem numa mais vasta escalada agressiva do imperialismo a nível planetário, que, a não ser contrariada, conduzirá o mundo a uma confrontação de catastróficas proporções”, alertou o comunista.

Paulo Raimundo lembrou ainda Fidel Castro como “o mais destacado obreiro da revolução cubana e da sua projeção internacional”, afirmando que o ex-Presidente daquele país “deixou um rico e atual legado de reflexões, propostas inspiradoras e guias de ação”.

Cuba vive uma grave crise energética desde meados de 2024, agravada desde janeiro devido ao bloqueio petrolífero dos Estados Unidos, medida que a ONU qualificou como contrária ao direito internacional.

Na sexta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, advertiu Cuba de que não haverá nenhuma “válvula de escape” à pressão de Washington até se verificarem mudanças na ilha, acrescentando que o país não encontrará outro aliado após ter perdido a Venezuela.