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Israel rejeita plano do Conselho de Paz para Gaza

O primeiro-ministro israelita avançou durante uma reunião de gabinete que o país "rejeita o documento de 15 pontos" para Gaza. Netanyahu diz que só haverá saída com desarmamento "genuíno" do Hamas.

Cátia Rocha
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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou este domingo a rejeição do plano para a Faixa de Gaza elaborado pelo Conselho de Paz. O governante refutou as alegações de que o país aceitou o plano de 15 pontos, que conta com o apoio dos EUA.

“Quero deixar isso bem claro”, disse Netanyahu, citado pelo Times of Israel. “Israel rejeita o documento de 15 pontos”, referindo-se ao “roteiro para a Conclusão da Implementação do Plano Abrangente de Paz do Presidente Trump em Gaza”, composto por 15 pontos e conhecido há cerca de uma semana.

https://observador.pt/2026/07/31/conselho-da-paz-revela-roteiro-para-a-paz-para-a-faixa-de-gaza-o-que-definem-os-15-pontos/

O plano de 15 pontos traça planos para o futuro da Faixa de Gaza após a guerra. Prevê, entre outros pontos, o desarmamento completo do Hamas e dos grupos armados a operar no enclave e a retirada completa, “sem atrasos”, das forças israelitas e o armazenamento das armas do Hamas e de outros grupos sob a responsabilidade do Conselho de Paz. Também está prevista a transferência de todos os poderes do Hamas e de outros grupos para um novo governo tecnocrático.

A rejeição de Netanyahu foi feita durante uma reunião do seu gabinete, este domingo, refere a imprensa israelita. O governante declarou que “as Forças de Defesa de Israel (IDF) não realizarão nenhuma retirada [de Gaza] até que o Hamas seja desarmado”.

https://observador.pt/especiais/hamas-entrega-armas-israel-retira-tropas-o-acordo-historico-de-trump-pode-nao-ser-assim-tao-simples/

“E quando digo que o Hamas deve ser desarmado, refiro-me às armas pesadas, às armas menos pesadas, a todas as armas. E estamos a falar de um desarmamento genuíno, não de um [desarmamento] fictício”, afirmou o primeiro-ministro israelita.

“Enquanto eu for primeiro-ministro, não surgirá nenhum Estado palestiniano”, declarou, citado pela Al Jazeera.

Na mesma ocasião, o primeiro-ministro israelita adiantou que “há conversações com os americanos sobre esta questão”. Até ao momento, a Casa Branca não se pronunciou sobre estas declarações de Netanyahu.

O Hamas concordou com este plano de 15 pontos no fim de julho. Um membro do grupo palestiniano avançou à BBC que o Hamas “reafirma o seu compromisso” com estas intenções e que “está a empenhar-se de forma séria e responsável na implementação” do plano. Foi ainda pedido aos mediadores para que seja garantido que “todas as partes cumprem com aquilo que foi acordado”.