O FC Porto começou este domingo a defesa do título com uma vitória sobre o Alverca por 2-0, no Estádio do Dragão. Ainda assim, Francesco Farioli foi o primeiro a admitir que o resultado não refletiu inteiramente o que viu em campo — e fê-lo logo na flash interview da Sport TV, antes de desenvolver na sala de conferências.
O técnico italiano reconheceu que os dragões estiveram “muito bem” até ao primeiro golo, altura em que o jogo escapou um pouco ao controlo da equipa. “Acho que começámos muito bem no jogo, estivemos bem até ao primeiro golo. Depois, o jogo virou algo que não esperava. Nesta altura da temporada, não é fácil ter tanto brilhantismo. Mas fomos eficientes e eficazes. É um resultado importante neste arranque de temporada”, referiu o treinador.
O mérito do Alverca também ficou claro na leitura de Farioli. Os ribatejanos chegaram ao Dragão sem complexos e criaram dificuldades reais aos campeões, algo que o técnico não quis ignorar. “O Alverca fez um bom jogo. Ontem falei na organização deles, no aspeto físico… É impressionante. É uma equipa que se equipara a qualquer outra em termos físicos. São capazes de levar a bola de uma ponta à outra com muita facilidade e, nesse sentido, até os ajudámos. Perdemos algumas bolas, especialmente na 1.ª parte. Algumas coisas pequenas fizeram com que o jogo não fosse tão limpo como gostaríamos“, admitiu Farioli.
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A preocupação mais imediata saiu da lesão de André Silva, que saiu a coxear para o banco na segunda parte após apoiar mal o pé no relvado. Também Martim Fernandes acusou o desgaste físico do jogo. Farioli não quis precipitar conclusões, mas deixou um alerta. “O Martim também levou alguns pontapés, temos de ver como se sentem. O André tem de ser uma análise mais cuidada, não vi as imagens mas disseram-me que foi algo mais grave. Veremos”, afirmou o técnico.
A entrada de Borja Sainz durante a segunda parte pelo corredor direito foi uma das novidades táticas da tarde. Farioli explicou a opção e deixou claro que não é necessariamente definitiva. “Queremos ser capazes de ter vários cenários diferentes, ter o pé natural daquele lado. Isso dá-nos coisas diferentes do que ter um extremo de pé contrário. É uma solução, mas não significa que jogue sempre à direita. Neste momento precisamos dele lá, portanto é assim que está a trabalhar, mas eventualmente vai voltar onde costumava jogar”, explicou.
Diogo Costa foi um dos mais elogiados dentro de campo — e Farioli não esqueceu o contributo do guarda-redes para o resultado final. Para o técnico, o jogo serviu também de aviso sobre o que aí vem. “Na última temporada falámos muito disso. Não me lembro de um jogo em que tenha terminado com a sensação de ‘hoje foi fácil’. E não espero nada de diferente esta época. A competição vai ser ainda mais difícil e todos os jogos vão exigir, da nossa parte, muito compromisso e atenção. Hoje, nos poucos momentos em que nos desligámos, sofremos vários remates. E o Diogo ajudou-nos muito em algumas dessas ocasiões”, concluiu Farioli.