Foram descobertos na costa da Sicília, em Itália, os destroços de um navio da época romana, que se acredita ter mais de dois mil anos.
A embarcação foi encontrada a três milhas náuticas de Mazara del Vallo, na zona oeste da ilha, a 46 metros de profundidade. Em comunicado este sábado, o Ministério da Cultura italiano estima que o navio será datado do século II a I Antes de Cristo (A.C).
Foram descobertas centenas de ânforas, que na época seriam usadas para transporte de bens, duas âncoras e ainda uma estrutura de chumbo, explica o Ministério.
A descoberta arqueológica foi feita na sequência de um alerta de vários cidadãos — um deles o mergulhador Giacomo de Mola, escreve a BBC. Foi realizada uma inspeção conjunta pela unidade especializada na proteção da herança cultural dos Carabinieri de Palermo, a Superintendência do Mar da região da Sicília e ainda pela unidade subaquática dos Carabinieri de Messina.
Alessandro Giuli, ministro da Cultura de Itália, afirma que “esta é uma das mais importantes descobertas dos últimos anos”, felicitando as unidades especializadas pela “competência e dedicação que tornaram esta conquista possível”.
O ministro diz que o “mar continua a trazer de volta fragmentos preciosos da nossa história e o naufrágio de Mazara del Vallo fala-nos das pessoas, das rotas e das trocas que fizeram do Mediterrâneo uma encruzilhada de civilizações”.
As autoridades revelam que o local da descoberta continuará a ser investigado com o objetivo de “reconstruir o contexto arqueológico”.
O mergulhador Giacomo de Mola partilhou nas redes sociais um vídeo sobre a descoberta arqueológica. Explica que, durante um mergulho, encontrou uma “massa escura”, decidindo aproximar-se. “Daquele ponto o tempo parou: debaixo de mim estavam algumas centenas de ânforas perfeitamente conservadas. Estava ali adormecido um barco romano, com pelo menos dois mil anos.”