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(A) :: FIFA denuncia "esforço concertado e contínuo" para enfraquecer Infantino

FIFA denuncia "esforço concertado e contínuo" para enfraquecer Infantino

Segundo um artigo do jornal britânico The Telegraph, Infantino usou do seu poder para assegurar a promoção de uma funcionária da instituição com a qual mantinha uma relação íntima.

Agência Lusa
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A Federação Internacional de Futebol (FIFA) denunciou este sábado “um esforço concertado e contínuo de alguns para enfraquecer” a organização e o seu presidente, Gianni Infantino, numa altura em que o ítalo-suíço enfrenta acusações de favoritismo.

“Informações publicadas recentemente continham afirmações não fundamentadas e alegações manifestamente falsas relativas à FIFA e ao seu presidente. As especulações e as insinuações não devem ser apresentadas como factos e a repetição de uma alegação não a torna verdadeira”, indicou a organização num comunicado, sem especificar a que alegações se refere.

Segundo um artigo do jornal britânico The Telegraph publicado na sexta-feira à noite, o ítalo-suíço de 56 anos, que serviu como secretário-geral da confederação europeia de futebol (UEFA) de 2009 a 2016, usou do seu poder para assegurar a promoção de uma funcionária da instituição com a qual mantinha uma relação íntima.

Segundo o Telegraph, que cita fontes não identificadas, esta funcionária, após ter sido promovida durante algum tempo na UEFA, recebeu uma “indemnização de seis dígitos” autorizada por Infantino aquando da sua saída — num ano não especificado –, além do pagamento de propinas numa escola de negócios num valor de cerca de 50.000 euros.

Contactada pela agência France-Presse, a UEFA admitiu que “um pagamento” tinha sido efetuado nessa altura, “acompanhado pelo pagamento dos custos de um MBA numa escola de negócios local”. Contudo, “este pagamento estava em conformidade com as regras então em vigor para o pessoal que deixava a organização”, sublinhou a UEFA.

No seu comunicado, a FIFA garante que “acolhe favoravelmente qualquer análise crítica legítima”. “Mas esta análise não pode autorizar a distorcer os factos, a amplificar alegações não fundamentadas ou a criar artificialmente elementos de distração destinados a travar os progressos alcançados”, referiu o comunicado.

Gianni Infantino, que se vai recandidatar à liderança da FIFA nas eleições de março de 2027, está envolvido numa crise desde a divulgação, no final de julho, do seu projeto controverso de abertura da FIFA a investidores privados, que foi posteriormente abandonado.