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Trump terá confrontado Hegseth sobre falta de munições. Casa Branca nega e Trump ameaça prender denunciantes

Trump terá pedido esclarecimentos sobre alegada falta de munições. Secretário da Defesa culpou o vice. Casa Branca diz ser "100% fake news" e líder norte-americano garante haver reservas suficientes.

José Carlos Duarte
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O Presidente norte-americano e o secretário da Defesa terão tido um confronto em Camp David, a residência oficial onde Donald Trump reuniu, na passada sexta-feira, os principais membros da sua administração, incluindo Pete Hegseth. Em causa estará a falta de munições dos Estados Unidos da América (EUA), que poderá comprometer a capacidade do país para levar a cabo ataques contra o Irão. A notícia é avançada pelo Washington Post, que cita duas fontes com conhecimento do assunto.

No encontro com Pete Hegseth, o chefe de Estado norte-americano desabafou que pensava que o assunto das munições já “estava resolvido”. A falta de equipamentos para mísseis de longo alcance e intercetores de defesa aérea terá levado Donald Trump a evitar lançar novos ataques contra o Irão, se bem que o Presidente dos Estados Unidos tenha feito várias ameaças contra o regime iraniano nos últimos dias.

O secretário da Defesa teria sido confrontado pela falta de munições, tendo responsabilizado o vice-secretário da Defesa, Stephen Feinberg, pelo sucedido. Além disso, Pete Hegseth culpou o assistente por não ter informado na íntegra Donald Trump sobre a situação.

Ao Washington Post, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, negou totalmente a veracidade da notícia. “É 100% fake news. Nunca aconteceu. O Presidente Trump mantém toda a confiança no secretário Hegseth”, garantiu.

Do lado do secretário da Defesa, a mensagem foi a mesma: não houve qualquer confronto. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, garantiu que Pete Hegseth “não enganou ninguém” sobre as munições e “não culpou” Stephen Feinberg. “Essas alegações sobre falta de reservas nas munições, desacordos internos e a posição do secretário no Irão são igualmente fictícias.”

Ainda que não tenha mencionado a notícia do Washington Post, Donald Trump respondeu às informações divulgadas por aquele jornal e por outros órgãos de comunicação social norte-americanos sobre uma alegada falta de munições. “Os EUA têm quantidades massivas de munições, especialmente de alguns tipos. Adicionalmente, há grandes quantidades a serem fabricadas e enviadas para os Estados Unidos”, escreveu na Truth Social.

O Presidente norte-americano garantiu que as empresas que pertencem ao complexo militar-industrial do país “estão a construir as maiores fábricas da história do país”. Donald Trump avisou ainda que está em curso um processo para responsabilizar quem divulgou estas informações à imprensa: “Serão requeridas longas penas de prisão”.

Numa nova publicação esta quinta-feira à tarde, Donald Trump garantiu estar “extremamente feliz com o trabalho que Pete Hegseth tem feito”: “Tudo tem sido extraordinário”. O líder norte-americano lembrou o ataque à Venezuela. “Na mesma medida, tem tudo corrido bem no Irão, o país que tem sido dizimado para nunca ter uma arma nuclear”.

“O Pete tem sido muito respeitado dentro das Forças Armadas e fez grandes melhorias”, salientou Donald Trump, atacando o Washington Post por ter lançado o “rumor”.

[A investigação ao espião português suspeito de vender segredos à Rússia é inesperadamente confrontada com uma vida dupla. Tem relações com várias mulheres do leste, é frequentador de bares de alterne e striptease e é ainda presença habitual em reuniões da maçonaria. Ao mesmo tempo, os serviços secretos norte-americanos querem montar uma armadilha à “toupeira” no interior do SIS.  Já pode ouvir o segundo episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor” no site do Observador, no Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]