Um homem de 31 anos foi detido pela PSP em Reguengos de Monsaraz em cumprimento de um mandado de detenção internacional emitido pela Moldova por tráfico de seres humanos, anunciou esta quinta-feira a polícia.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) explicou que a detenção foi efetuada através do Núcleo de Procurados e Desaparecidos do Departamento de Investigação Criminal, na segunda-feira, em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora.
Os agentes policiais deram cumprimento a um mandado de detenção internacional emitido pela Moldova, para prossecução de diligências processuais, já que o homem, de nacionalidade moldava, é acusado de um crime de tráfico de seres humanos, entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025.
Segundo a PSP, que alude à acusação, o homem, juntamente com outro suspeito, terá recrutado um compatriota e alegadamente explorado a sua “vulnerabilidade financeira através de falsas promessas de um contrato de trabalho legal em Portugal, o qual incluía um salário digno, acomodação e condições de trabalho favoráveis”.
Os suspeitos são acusados de organizar o transporte da vítima da Moldova para Portugal, “país onde a vítima foi alojada e, posteriormente, submetida a exploração laboral no setor agrícola”.
“A vítima terá sido forçada a realizar trabalhos agrícolas, recebendo uma compensação financeira mínima, agredida fisicamente, privada do seu passaporte e ameaçada com violência, de forma a impedir a sua saída ou de denunciar as infrações às autoridades”, destacou a PSP.
Já depois de iniciado o processo criminal, acrescentou a PSP, “os suspeitos terão entrado em contacto com a vítima e, de forma insistente, terão tentado persuadi-la a retirar a denúncia e a alterar as suas declarações, oferecendo benefícios financeiros, assistência legal e fazendo ameaças”.
Pelos factos praticados, o homem procurado na Moldova e agora detido pela Polícia de Segurança Pública incorre num crime punível no seu país com uma pena de “até 18 anos de prisão”, disse a força policial portuguesa.
O detido foi presente ao Tribunal da Relação de Évora (TRE), na quarta-feira, que determinou a sua prisão preventiva, pelo que foi conduzido para um estabelecimento prisional “onde aguarda a decisão relativa ao processo de extradição” para a Moldova.
Contactada esta quinta-feira pela agência Lusa, fonte do TRE indicou que o homem “não se opôs à extradição”, mas não divulgou qual o estabelecimento prisional onde se encontra: “Aguarda, em detenção, pelo pedido de extradição formal”.