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(A) :: Investimento imobiliário em Portugal cresce 11% para 1.420 milhões de euros no primeiro semestre, de acordo com a consultora JLL

Investimento imobiliário em Portugal cresce 11% para 1.420 milhões de euros no primeiro semestre, de acordo com a consultora JLL

Relatório da JLL revela que o mercado imobiliário nacional manteve uma trajetória de crescimento. Capital estrangeiro captou maioria das transações. Hotelaria e retalho destacam-se como motores.

Agência Lusa
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O investimento imobiliário comercial em Portugal aumentou 11% no primeiro semestre, para 1.420 milhões de euros, impulsionado sobretudo pelos setores da hotelaria e do retalho, que concentraram cerca de dois terços do capital investido, estimou a consultora JLL.

Segundo o relatório trimestral “Market Dynamics”, divulgado esta quinta-feira, o mercado imobiliário nacional manteve uma trajetória de crescimento, num contexto em que Portugal continua entre os dez destinos europeus preferidos para investimento imobiliário, coexistindo uma forte atratividade internacional com uma maior participação de investidores nacionais.

No período em análise, o capital estrangeiro representou 65% das transações e o nacional os restantes 35%.

A JLL referiu que a hotelaria e o retalho foram os principais motores da atividade de investimento, concentrando, em conjunto, cerca de dois terços do montante transacionado, apoiados pelo desempenho operacional destes setores.

Até maio, as vendas a retalho cresceram 5% em termos homólogos, enquanto a hotelaria aumentou as receitas em 5,7% e o número de hóspedes em 2,4%.

Em detalhe, a hotelaria captou 34% do investimento, impulsionada por operações como a venda do resort Ritz-Carlton Penha Longa e a aquisição do Hotel Corinthia Lisbon, enquanto o retalho representou 32%, apoiado por transações envolvendo centros comerciais e ‘retail parks’.

Já o segmento industrial e logístico absorveu 13% do investimento e os escritórios 6%.

Além disso, apesar de uma atividade considerada moderada nos mercados ocupacionais, a consultora antecipa uma recuperação gradual destes segmentos durante o segundo semestre, sustentada por uma oferta limitada e pela manutenção de rendas em níveis elevados.

No mercado residencial, a JLL indicou que os preços cresceram 14% em termos homólogos, apesar de uma redução de 7% nas vendas, evolução que atribui ao défice estrutural de oferta, agravado pelo aumento dos custos de construção e pela valorização dos terrenos.

Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) da JLL Portugal, Carlos Cardoso, considerou que os resultados do primeiro semestre demonstram a capacidade do mercado imobiliário português para continuar a atrair capital, apesar da incerteza internacional, destacando ainda a recuperação gradual do interesse por outros segmentos além da hotelaria e do retalho.

Para a segunda metade do ano, a consultora mantém uma perspetiva positiva, antecipando que o mercado continue a beneficiar de fundamentos sólidos, da procura por ativos de qualidade e do interesse crescente por segmentos como os centros de dados.