Um voo comercial aproximou-se demasiado do helicóptero do Presidente dos EUA, esta terça-feira, em Washington. Donald Trump seguia a bordo do Marine One, mas “nunca esteve em perigo”, afirmaram a Casa Branca e a Administração Federal de Aviação (FAA).
A situação ocorreu quando o voo da Envoy Air, uma subsidiária da companhia American Airlines, teve autorização para descolar do Aeroporto Nacional Ronald Reagan de Washington, a cerca de cinco quilómetros da Casa Branca. O helicóptero de Donald Trump estava a voar nesse momento.
O caso levanta dúvidas sobre o cumprimento das regras impostas desde janeiro de 2025, após a colisão entre um helicóptero militar e um avião comercial, em que morreram 67 pessoas. Desde então, a FAA suspende o tráfego comercial no aeroporto de Washington sempre que há movimentações de helicópteros governamentais.
https://observador.pt/2025/01/30/aviao-e-helicoptero-colidem-em-washington-d-c-ha-mortos-confirmados-entre-as-67-pessoas-a-bordo-dos-dois-aparelhos/
“Tendo em conta a nossa análise preliminar, houve uma perda momentânea de separação, após a qual as aeronaves continuaram a afastar-se uma da outra”, disse a FAA esta quarta-feira. A autoridade de aviação esclareceu que o controlo aéreo “estava em contacto com o piloto do avião comercial e com o piloto do Marine One” durante o momento.
“Continuamos a analisar o incidente e iremos implementar quaisquer medidas corretivas adequadas com base nas nossas conclusões”, explicou a FAA.
As regras da FAA determinam que as aeronaves têm de estar separadas por uma distância de, no mínimo, 2,4 quilómetros horizontais e 152 metros verticais dos aeroportos.
Dados citados pela Reuters referem que o Marine One de Trump partiu da Ellipse, perto da Casa Branca, às 14h33 locais de terça-feira (19h33 em Lisboa), para uma viagem com destino à base Andrews, em Maryland. O avião da Envoy Air descolou às 14h34 locais (19h34 em Lisboa), do aeroporto de Washington, perto da Casa Branca, com destino a Pensacola, na Flórida. Tanto o Marine One como o voo comercial aterraram em segurança nos respetivos destinos.
À CNN Internacional, um porta-voz do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA declarou que “o Marine One estava num voo de rotina a 4 de agosto”. “A Torre do Washington National não atrasou a tripulação do helicóptero, não lhes pediu para aguardar nem alterou de forma alguma o seu perfil de voo”, declarou.
A aproximação entre o voo comercial e o helicóptero de Trump também vai ser alvo de uma investigação por parte do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB).