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Onde pode comprar os óculos para ver o eclipse solar — e o que fazer se não os arranjar a tempo

Os óculos gratuitos foram repostos e voltaram a esgotar, mas as alternativas continuam disponíveis em farmácias, centros de Ciência Viva, grandes superfícies e óticas por todo o país.

Martim Andrade
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O eclipse solar total é já no próximo dia 12 de agosto e, à medida que o tempo passa, aumenta a procura pelos óculos específicos de proteção. A campanha da ZEISS e da Ciência Viva, que distribuiu “centenas de milhares de óculos” gratuitamente por mais de 600 óticas em todo o país, “registou uma adesão muito significativa” e o stock disponível esgotou-se duas vezes, revela fonte oficial ao Observador. Na segunda volta da iniciativa, os óculos demoraram cerca de 24 horas a desaparecer das prateleiras.

Não é claro se vai ou não haver nova reposição, mas não se preocupe. Mesmo que esta campanha não retomem até ao dia 12, existem várias opções para conseguir ter acesso a um par de óculos de papel e garantir, desta forma, que consegue observar o eclipse em segurança, sem causar danos permanentes aos olhos.

https://observador.pt/especiais/a-corrida-aos-oculos-a-contrafacao-e-os-cuidados-que-deve-ter-na-observacao-do-eclipse-solar-no-dia-12-de-agosto/

“Os óculos obtidos em farmácias, câmaras municipais ou nos centros Ciência Viva estão todos certificados, as pessoas não têm de ter preocupação. Em relação aos adquiridos em grandes superfícies, deve verificar-se se têm a certificação ISO 12312-2 para observação solar e a marcação CE [Conformité Européenne] gravada no lado dos óculos. Se tiverem uma ou outra, a pessoa está salvaguardada. Caso não aconteça, pode tratar-se de contrafação e aí não sabemos se os filtros são adequados ou não”, explica ao Observador Pedro Mota Machado, o responsável pela comissão Eclipse Solar 2026.

A certificação ISO 12312-2 é uma norma que indica que os óculos estão equipados com o filtro necessário para bloquear a passagem da radiação nociva para a nossa retina — e, assim, são seguros para utilizar no dia do eclipse. Este código, que é importante memorizar no momento da compra, deverá estar ou na embalagem ou na própria haste dos óculos, acompanhado por informação sobre o local onde foi produzido e um certificado de segurança.

Deve evitar adquirir óculos em plataformas de revenda, uma vez que foi registado um elevado volume de produtos comprados inicialmente a fornecedores chineses como a Temu ou a AliExpress, que levantam várias questões sobre a qualidade do equipamento, apesar dos preços baixos. Deve procurar os óculos nas farmácias, nos centros de Ciência Viva e nas óticas, onde devem custar cerca de três euros, para garantir que o produto cumpre as normas recomendadas pelos especialistas.

Caso chegue o dia do eclipse e continue sem óculos, existem formas alternativas de acompanhar o fenómeno. Pode consultar estes exemplos disponibilizados pela comissão Eclipse Solar 2026, que mostram como pode fazer, em casa, diferentes dispositivos para observar o eclipse sem colocar a sua saúde em risco. Os especialistas consultados pelo Observador reforçam que não se deve recorrer a materiais improvisados, como radiografias, papel de alumínio ou até mesmo óculos de sol comuns, porque estes não conseguem filtrar as radiações perigosas para os olhos.

Se quiser fotografar o fenómeno, seja com uma câmara fotográfica ou com o telefone, é recomendado o uso de filtros adequados à venda em lojas de eletrónica. Caso utilize binóculos ou telescópios, também deve colocá-los de forma a evitar lesões na retina.