Uma urna funerária foi encontrada por uma funcionária de um supermercado em Benidorm, na manhã de segunda-feira, durante uma verificação aos cacifos utilizados pelos clientes para guardar sacos de compras e objetos pessoais. A funcionária alertou de imediato as autoridades que, após vários dias de investigação para identificar os familiares da pessoa cujas cinzas estavam no interior, localizaram o proprietário. Segundo a polícia local, a urna foi lá deixada por um familiar que alegou estar a realizar obras em casa e considerou que as cinzas estariam mais seguras no cacifo.
“Chaves, carteira, telemóvel… são as coisas mais comuns de que nos esquecemos. Mas não encontramos isto todos os dias”, lê-se numa publicação da Polícia de Benidorm no Instagram.
O porta-voz da polícia local, Quique Tortosa, explicou que foram lançados apelos através das redes sociais e da comunicação social, mas que nenhum permitiu identificar o proprietário da urna.
“Alguém deixou uma urna com cinzas num cacifo de supermercado. Se acha que pode ser sua ou conhece alguém que a esteja a procurar, contacte a Polícia Local de Benidorm. Sabemos que este não é um objeto qualquer. Por detrás desta urna há uma história e uma família que, provavelmente, está a atravessar um momento difícil. Partilhe esta publicação para ajudar a devolver as cinzas aos seus entes queridos”, escreveu a polícia num comunicado divulgado nas redes sociais.
Sem conseguirem identificar o proprietário da urna através dos apelos públicos, os agentes recorreram às suas próprias bases de dados e às de outras forças policiais. As diligências permitiram localizar a família da pessoa morta, a quem a urna foi finalmente devolvida, relatou o El País.
Segundo Tortosa, a família só percebeu que a urna tinha sido encontrada quando foi contactada pela polícia, desconhecendo que o cacifo onde a guardara tinha sido aberto. Caso os proprietários não tivessem sido identificados, as autoridades ponderavam transferir a urna para o cemitério municipal, onde permaneceria sob custódia até ser reclamada.
[A investigação ao espião português suspeito de vender segredos à Rússia é inesperadamente confrontada com uma vida dupla. Tem relações com várias mulheres do leste, é frequentador de bares de alterne e striptease e é ainda presença habitual em reuniões da maçonaria. Ao mesmo tempo, os serviços secretos norte-americanos querem montar uma armadilha à “toupeira” no interior do SIS. Já pode ouvir o segundo episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor” no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]