O treinador do Benfica, Marco Silva, afirmou esta quarta-feira que jogar em casa na primeira mão terá de ter o mesmo peso decisório frente aos escoceses do Hearts, na terceira pré-eliminatória da Liga Europa de futebol.
“Não teremos o fator casa no último jogo, mas estará bem presente. Sentimos a importância de jogar em casa na primeira mão e teremos de fazer com que esse impacto tenha um peso decisório, como teve o segundo jogo com o St. Gallen. O Hearts tem algumas características diferentes na forma de abordar o jogo, mas a ambição é, claramente, ganhar. É essa a nossa missão e vamos mais confiantes, mas nada ficará decidido amanhã [quinta-feira], de certeza”, explicou o treinador.
Em conferência de imprensa de antevisão ao jogo, no Benfica Campus, no Seixal, Marco Silva não quis revelar já se efetuará alterações na formação inicial, além da essencial pela saída do defesa central António Silva, que rumou ao Bournemouth.
“Há melhorias em relação ao aspeto físico de alguns jogadores. [Os internacionais] Tiveram mais uma semana, com sessões de treino com características um pouco diferentes. Esta foi a última semana completa para preparar um encontro e isso foi importante para estes jogadores. Estão melhores, mas decidimos amanhã”, disse.
Certas são as ‘baixas’ do médio norueguês Fredrik Aursnes e do avançado croata Franjo Ivanovic, que falharam o derradeiro apronto, numa altura em que é também incerto o grupo de capitães, na sequência das saídas de Otamendi e António Silva.
“Dois dos cinco capitães saíram do Benfica, mas três continuam connosco e farão parte do grupo de capitães. É uma decisão que irei tomar em breve. Eu queria que o grupo estivesse mais completo. Irá ainda haver mexidas até final do mercado, mas o grupo de capitães está neste momento no clube. Iremos acrescentar mais um ou dois capitães ao grupo e, no momento certo, saberão”, prometeu o técnico.
Marco Silva considerou o extremo norueguês Andreas Schjelderup um futebolista fundamental para a forma de jogar que pretende implementar no Benfica, no meio de notícias sobre a sua situação no mercado, e quer resolver rápido, mas bem, a contratação de outro defesa central, para poder colmatar a saída de António Silva.
“O Gabriel Índio é muito jovem e vai demorar o seu tempo. Precisa de jogar alguns jogos na equipa B para perceber a dimensão do Benfica e certas questões táticas. Precisamos de lhe dar o tempo necessário e foi contratado com esse objetivo. Nós queremos resolver o mais rápido possível, naturalmente, mas, acima de tudo, queremos resolver bem. Numa posição muito específica, queremos ser assertivos e não termos alguém em quem não estejamos totalmente confiantes”, expressou.
O jogo da primeira mão disputa-se na quinta-feira, no Estádio da Luz, em Lisboa, a partir das 20h00, com arbitragem a cargo do romeno Marian Barbu.
As ‘águias’, que eliminaram os suíços do St. Gallen na derradeira ronda, com uma goleada caseira de cinco golos sem resposta a compensar a derrota 2-1 no duelo inicial, deslocam-se depois a Edimburgo, no dia 13 de agosto.
Se avançar para o play-off da Liga Europa, o Benfica irá encontrar o Aarhus, campeão dinamarquês, ou o Sabah, campeão azeri, com duelos nos dias 20 e 27 de agosto.
Caso seja eliminado, será relegado para o play-off da Liga Conferência, no qual poderá defrontar os estónios do Paide ou os austríacos do Rapid Viena.