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Pelo menos 77 pessoas indiciadas pela justiça marroquina por envolvimento na crise migratória de Ceuta

Em Tetuão, 25 pessoas foram indiciadas pelo Ministério Público. Em Nador, 52 estão em prisão preventiva. Estão indiciadas por vários crimes relacionados com a imigração ilegal.

João Francisco Gomes
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A justiça de Marrocos está a investigar 77 pessoas por suspeitas de terem estado envolvidas na organização das travessias migratórias irregulares que provocaram a crise migratória dos últimos dias em Ceuta, noticia o El País.

Por um lado, 25 pessoas foram indiciadas pelo Ministério Público da província de Tetuão, no norte de Marrocos, por delitos incluindo organização de travessias irregulares, transporte de passageiros sem licença, transporte de um número de passageiros superior à lotação da embarcação, permanência ilegal no país, insultos e agressões contra membros das forças de segurança, desobediência e destruição deliberada de bens e instalações públicas.

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Por outro lado, outras 52 pessoas foram indiciadas na província de Nador, por delitos relacionados com as tentativas de entrar em Melilla.

Segundo a Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH), citada pela imprensa espanhola, as 52 pessoas chamadas à justiça em Nador encontram-se em prisão preventiva sem terem sido ainda totalmente informadas das acusações que pendem sobre elas.

A notícia surge numa altura em que o Governo marroquino tem sido acusado de ter afrouxado o controlo fronteiriço para colocar pressão sobre a Europa. O Executivo nega ter tido qualquer influência na crise migratória e, de acordo com o El País, já veio manifestar a sua “deceção” com as reações europeias e acusar alguns responsáveis europeus de “instrumentalizar” a crise.