O Grupo AdP (Águas de Portugal) confirma que sofreu um ataque informático que está ainda a afetar os sistemas corporativos e o contacto com os clientes. A situação foi identificada na passada sexta-feira, tendo sido considerada “de elevada complexidade” pelo grupo que agrega várias empresas de abastecimento de água em todo o país.
Fonte oficial da AdP garante ao Observador que os sistemas operacionais (que gerem a água e saneamento) não foram afetados, “verificando-se apenas condicionamentos temporários em alguns processos administrativos e nos canais de contacto com clientes e parceiros”.
O abastecimento e a qualidade da água estão assegurados em todas as empresas do Grupo Águas de Portugal, afirma a mesma fonte. “Foi encerrada pontualmente, no próprio dia do ciberataque, uma loja de atendimento da empresa no Alto Minho, estando já a funcionar normalmente”, acrescenta.
“Os procedimentos de resposta foram acionados de imediato, tendo sido envolvidas as entidades competentes, incluindo a Polícia Judiciária (PJ) e o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS)”, diz a empresa ao Observador.
Segundo a mesma fonte, para já, “não existem evidências de acesso indevido a dados pessoais de clientes ou colaboradores, não tendo sido identificados indícios de acesso, divulgação ou exfiltração não autorizada de dados pessoais associados ao ataque informático”.
O AdP acrescenta ainda que “em cumprimento das obrigações legais aplicáveis, foi efetuada notificação à Comissão Nacional de Proteção de Dados. Continuamos a monitorizar a situação e a desenvolver as diligências consideradas adequadas”.
Foi, no entanto, de forma a seguir as regras de segurança, “pedido aos trabalhadores que não ligassem o seu computador à internet até que este fosse devidamente analisado e validado pelos sistemas de informação”, adianta a fonte contactada pelo Observador. O processo está “a ser feito à medida que os colaboradores regressam do período de férias ou teletrabalho, aos escritórios”.
A mesma fonte reitera ainda que “não se pode ver o sistema como um todo”, assim, “o facto de o site da Águas de Portugal estar em baixo não condiciona o serviço”.
Os sistemas têm vindo a ser repostos progressivamente, de acordo com os procedimentos de segurança e as orientações do CNCS, não havendo ainda estimativa para a resolução total do problema, esclarece o grupo.
Texto editado por Dulce Neto