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(A) :: Águas de Portugal ainda não recuperou todos os sistemas após ciberataque "de elevada complexidade"

Águas de Portugal ainda não recuperou todos os sistemas após ciberataque "de elevada complexidade"

Águas de Portugal pediu aos trabalhadores para não ligarem computador à internet. PJ e Centro Nacional de Cibersegurança acionados. Não há evidências de fuga de dados. Sem prazo para resolução total.

Cláudia Nobre
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O Grupo AdP (Águas de Portugal) confirma que sofreu um ataque informático que está ainda a afetar os sistemas corporativos e o contacto com os clientes. A situação foi identificada na passada sexta-feira, tendo sido considerada “de elevada complexidade” pelo grupo que agrega várias empresas de abastecimento de água em todo o país.

Fonte oficial da AdP garante ao Observador que os sistemas operacionais (que gerem a água e saneamento) não foram afetados, “verificando-se apenas condicionamentos temporários em alguns processos administrativos e nos canais de contacto com clientes e parceiros”.

O abastecimento e a qualidade da água estão assegurados em todas as empresas do Grupo Águas de Portugal, afirma a mesma fonte. “Foi encerrada pontualmente, no próprio dia do ciberataque, uma loja de atendimento da empresa no Alto Minho, estando já a funcionar normalmente”, acrescenta.

“Os procedimentos de resposta foram acionados de imediato, tendo sido envolvidas as entidades competentes, incluindo a Polícia Judiciária (PJ) e o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS)”, diz a empresa ao Observador.

Segundo a mesma fonte, para já, “não existem evidências de acesso indevido a dados pessoais de clientes ou colaboradores, não tendo sido identificados indícios de acesso, divulgação ou exfiltração não autorizada de dados pessoais associados ao ataque informático”.

O AdP acrescenta ainda que “em cumprimento das obrigações legais aplicáveis, foi efetuada notificação à Comissão Nacional de Proteção de Dados. Continuamos a monitorizar a situação e a desenvolver as diligências consideradas adequadas”.

Foi, no entanto, de forma a seguir as regras de segurança, “pedido aos trabalhadores que não ligassem o seu computador à internet até que este fosse devidamente analisado e validado pelos sistemas de informação”, adianta a fonte contactada pelo Observador. O processo está “a ser feito à medida que os colaboradores regressam do período de férias ou teletrabalho, aos escritórios”.

A mesma fonte reitera ainda que “não se pode ver o sistema como um todo”, assim, “o facto de o site da Águas de Portugal estar em baixo não condiciona o serviço”.

Os sistemas têm vindo a ser repostos progressivamente, de acordo com os procedimentos de segurança e as orientações do CNCS, não havendo ainda estimativa para a resolução total do problema, esclarece o grupo.

Texto editado por Dulce Neto