O navio porta-contentores intercetado ao largo de Sines pela Polícia Judiciária (PJ), em articulação com a Força Aérea e a Marinha, continha cerca de cinco toneladas de cocaína, revelou esta quarta-feira o órgão de polícia criminal, que anunciou também ter feito três detidos.
O porta-contentores foi levado durante a manhã de terça-feira pela Marinha até ao porto de Sines, onde atracou, com a PJ a prosseguir as diligências de busca e apreensão.
Em comunicado sobre a “Operação SkyDrop”, a PJ referiu que as diligências que decorreram na terça-feira permitiram “desarticular um grupo criminoso” ligado ao tráfico e que introduzia droga na Europa “através do uso de um navio porta-contentores”. O navio era proveniente de um país da América Latina, sem que tivesse sido especificada a origem.
A operação começou a ser executada a mais de 1.000 quilómetros de Lisboa, quando o navio foi detetado e abordado a cerca de 640 milhas náuticas (cerca de 1.185 quilómetros). Frente a “condições extremas de dificuldade”, as autoridades acabaram por deter a bordo do navio três cidadãos estrangeiros, dois dos quais em “situação clandestina e irregular”, além de ter apreendido as cinco toneladas de cocaína e “vários objetos utilizados no processo de navegação, arremesso da droga ao mar e transporte”. da cocaína.
Liderada pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE), a “Operação SkyDrop” integra-se numa investigação realizada no âmbito do MAOC-N (Maritime Analysis and Operations Centre – Drugs) — uma organização internacional sediada em Lisboa dedicada ao combate ao tráfico de drogas por via marítima e aérea — e arrancou neste mês de agosto. Contou ainda com a cooperação das autoridades policiais e judiciárias do Reino Unido (National Crime Agency) e Espanha (Policia Nacional).