As autoridades da Guatemala lançaram um alerta vermelho no país, o nível mais elevado, abrangendo as zonas afetadas pela erupção do Vulcão de Fogo, a 35 quilómetros da capital. Até ao momento, como resultado das ordens de evacuação, foram retiradas pelo menos 1.699 pessoas das suas casas. Mas o impacto vai muito além destas, estimando-se que mais de 29 mil pessoas tenham sido afetadas pela queda de cinzas.
O alerta de terça-feira dirige-se aos departamentos de Sacatepéquez, Chimaltenango e Escuintla, indicou a agência nacional de coordenação para a luta contra desastres (Conred), na rede social X.
https://twitter.com/ConredGuatemala/status/2084684870773604561
Numa conferência de imprensa esta terça-feira, o diretor do Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia, Edwin Rojas, explicou que as cinzas resultantes da erupção já se espalharam até 120 quilómetros de distância do vulcão e a altitudes superiores aos 5.000 metros.
“A atividade no vulcão de Fogo continua numa fase crítica explosiva”, assinalou Rojas.
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As autoridades da Guatemala já tinham emitido um alerta de “perigo” e decretado a retirada de centenas de pessoas após a erupção do Fogo, considerado o vulcão mais ativo da América Central.
As evacuações não estão, contudo, a ser fáceis. De acordo com a CNN, as ordens de evacuação não são obrigatórias, mas apenas recomendações. As autoridades estão a visitar as populações, casa a casa, no sentido de encorajar as pessoas a sair, mas há muitos residentes a recusar, com medo de roubos nas povoações desertas.
Por isso, o governo da Guatemala já anunciou que as forças de segurança vão patrulhar as regiões evacuadas.
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O vulcão entrou em fase eruptiva na manhã de segunda-feira e está agora a expelir lava, assim como enormes plumas de gás e cinzas.
Trata-se do vulcão mais ativo da América Central. Uma erupção em 2018 matou perto de 200 pessoas.