A antiga líder de Myanmar Aung San Suu Kyi esteve esta segunda-feira reunida com um representante do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV). O encontro pôs fim às preocupações levantadas sobre o seu estado de saúde, desde que foi detida em 2021.
Removida do poder por um golpe de Estado encabeçado por Min Aung Hlaing, pouco se sabia sobre o paradeiro da ex-líder. Esta segunda-feira, a Presidência de Myanmar anunciou através da plataforma Telegram que Suu Kyi foi visitada em prisão domiciliária por Arnaud de Baecque, o representante do CICV.
A publicação veio acompanhada de fotos que mostram a vencedora do Prémio Nobel da Paz a sorrir e apertar a mão ao responsável, noticiou a emissora CNN. Noutras duas fotos divulgadas pelo Governo militar pode ver-se Suu Kyi a celebrar o seu 81.º aniversário, no dia 19 de junho, com um bolo decorado com as palavras “Feliz aniversário Tia Suu”.
Depois de recentemente ter exigido prova de que a sua mãe estava viva, Kim Aris reagiu com alívio às imagens partilhadas. “O dia de hoje traz esperança“, escreveu Aris na rede social Facebook, acrescentando que “este é um primeiro passo importante, mas não deve ser o último”.
Num comunicado divulgado, a Cruz Vermelha confirmou que a visita decorreu “de acordo com as normas e procedimentos do CICV relativos às visitas a pessoas privadas de liberdade”.
Com acusações que vão desde a violação das restrições durante a pandemia até ao suborno e incitamento contra as forças armadas de Myanmar, Suu Kyi está a cumprir uma pena de 27 anos de prisão, encontrando-se em prisão domiciliária.
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