Quando terminou o Mundial, com a vitória da Espanha frente à Argentina após prolongamento no MetLife Stadium em Nova Iorque/Nova Jérsia, Gianni Infantino foi elogiado e não criticado. Porquê? Tentou, com um relativo sucesso entre uma veia quase paternalista de quem está a ensinar o alfabeto a um adulto, tirar Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, da fotografia dos vencedores (e nos segundos em que não conseguiu, o Photoshop também tratou da situação). Chegavam ao fim 40 dias que tiveram o condão de coroar uma década de liderança. Agora, em quatro dias, o futuro dessa década de liderança está em risco.
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Apesar do enorme ceticismo, o Mundial-2026 foi globalmente uma vitória. Como se consegue medir aquilo que não é mensurável? Percebendo que “derrotas” como a rábula da despenalização do cartão vermelho ao norte-americano Folarin Balogun, a recusa de entrada do melhor árbitro africano, Omar Artan, em território dos EUA por falta de visto ou os constantes constrangimentos da seleção do Irão quando saía do México para ir jogar a Los Angeles e Seattle ficaram como páginas tristes de um livro que trouxe mais alegrias. Aos locais, aos adeptos, aos participantes, ao futebol. O futuro era discutido olhando para outras premissas.
Durante 40 dias, o futebol mudou. O Mundial teve mais jogos, mais audiências e muito mais dinheiro a ser envolvido, entre os preços de tudo e as receitas que pingavam quase do nada. Um exemplo paradigmático disso mesmo era a questão das pausas para hidratação a meio de cada parte, envolvida num argumento de preocupação com a saúde dos jogadores (esses mesmos que não queriam as paragens…) mas que se tornou num desconto de tempo como em tantas outras modalidades com capacidade de gerar mais de mil milhões de dólares de patrocínios publicitários. Era esse o próximo passo da modalidade ou uma experiência com o toque americanizado que ficava arrumada no baú das memórias? Podiam os players do futebol, dos clubes a jogadores e técnicos, passando por dirigentes, adeptos e operadoras, sentar-se à mesa para traçarem os prós e contras da alteração para abolir, assumir ou melhorar a ideia? Pelo menos para já, não saberemos.
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Agora, outras questões se levantam. No final desses 40 dias de Mundial, Gianni Infantino tinha a reeleição como presidente da FIFA mais do que garantida. Não havia sequer um esboço de vulto no horizonte como possível oposição ao advogado suíço perante a inevitabilidade de uma derrota pesada. Avançar era assinar a sentença de fracasso. Quatro dias depois de um projeto que durou pouco mais do que a ideia peregrina da Superliga Europeia em 2021, neste caso a FIFA Forward Enterprise, o paradigma mudou de uma forma radical. A liderança à prova de bala pode estar presa por um fio. A UEFA conseguiu agarrar num tiro em falso no escuro para transformar a condição do presidente da FIFA – e o caçador passou a ser uma presa.
https://observador.pt/2026/08/01/o-projeto-megalomano-da-fifa-durou-pouco-mais-do-que-a-superliga-europeia-72-horas-depois-infantino-volta-atras/
Antes dos tais 40 dias de Mundial, Gianni Infantino era um todo-poderoso do futebol que podia colocar à prova as regras de neutralidade da FIFA com a atribuição do Prémio da Paz a Donald Trump na cerimónia do sorteio da fase final da competição e assumia as viagens em jato privado da Qatar Airways para estar sempre presente no máximo de encontros possível da competição. Depois dos tais 40 dias de Mundial, saiu com essa posição ainda mais reforçada – mas deu um passo em falso. Achou que conseguia tudo, saiu com uma mão cheia de nada e voltou aos tempos de 2016, quando andava a viajar de país em país – e de voto em voto – para chegar à cadeira da liderança do órgão que tutela o futebol mundial. E pode mesmo ter concorrência.

Dava quatro vezes mais, falhou. Agora sabe-se que ia receber também seis vezes mais
“Após ter ouvido todas as perspetivas, é óbvio que este projeto criou divisões de tal ordem que, independentemente do nível de apoio, já não serve o objetivo inicialmente estabelecido. A nossa intenção sempre foi, e sempre será, unir e melhorar. Como tal, esta proposta não irá adiante. Daqui para a frente, a minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, no espírito de um interesse partilhado pelo nosso jogo e com o objetivo de continuar a fazer crescer o futebol em todo o lado, particularmente nos países que mais precisam do nosso apoio”, escreveu a FIFA em comunicado, na madrugada de sábado. O projeto de criação de uma empresa para centralizar todas as receitas das provas da FIFA, que iria depois alienar parte do capital social a investidores externos, durou menos de 100 horas.
(aqui, uma nota de rodapé: a informação de que a proposta iria cair começou por ser avançada pelo New York Post, jornal sem grandes ligações ao desporto mas que tinha sido também o primeiro a escrever que Donald Trump via com bons olhos a possibilidade de Infantino ser o próximo secretário-geral da ONU, posição agora ocupada pelo português António Guterres, exatamente pelo trabalho realizado na FIFA)
De forma quase ingénua para quem achava que controlava tudo e todos, Infantino achou que isso poderia acabar de vez com a ideia. No entanto, o seu sonho tornara-se o seu maior pesadelo. Todas as réplicas do terramoto que tinha criado deitaram o projeto abaixo mas os abalos que se seguiram tiveram o condão de criar mais brechas do que poderia imaginar. E a níveis diferentes, com danos conjunturais e estruturais.
https://twitter.com/TeleFootball/status/2084319754081214556
Numa primeira instância, e de forma inevitável, foram surgindo muito mais informações sobre os bastidores de toda a novela criada pela ideia de uma FIFA Forward Enterprise. A pior, pelo menos para a imagem de Gianni Infantino, teve a ver com algo que nunca se tornara público: aquilo que ficaria a ganhar. Coloquemos a questão da seguinte forma: quando começou a ver que esta não era uma vitória cantada, escreveu cartas a todas as 211 federações-membro da FIFA em forma de ultimato dizendo que, caso concordassem com esse projeto, iriam receber 40 milhões de dólares cada uma. Ou seja, quatro vezes mais do que era suposto. O que não escreveu nessa mesma carta, que dava o prazo de resposta até 19 de setembro, era que também ia ganhar muito mais – neste caso não apenas quatro vezes mais mas sim seis vezes mais do que o atual salário.
A informação foi avançada pelo The Times, citando fontes próximas do processo, que apontava Infantino ao cargo de diretor executivo ou comissário da FIFA Forward Enterprise, provavelmente a partir de 2031 (ano em que terminaria o mandato caso fosse reeleito em 2027), com um vencimento anual de 30 milhões de dólares, cerca de 26 milhões de euros, face aos 4,1 milhões que recebeu em 2025 como líder da FIFA, tendo ainda a possibilidade de receber bónus pelos objetivos determinados pela própria empresa.
Mas o que estava então em causa? Em resumo, a ideia passava por constituir uma nova entidade comercial sob a alçada da FIFA, a tal FIFA Forward Enterprise, para sediar todos os maiores acordos, fosse a nível de patrocínios, fosse nos direitos televisivos, fosse ainda nas partes mais comerciais que estivessem ligadas a todas as competições organizadas pelo órgão que tutela o futebol mundial, a começar pelo Campeonato do Mundo. A empresa ficaria avaliada por um montante a rondar os 20 mil milhões de dólares, sendo que a ideia passava por uma injeção de capital externo, com possibilidade de vender 20% por uma verba a rondar os quatro milhões de dólares. Ou seja, em termos práticos, 20% do Mundial passaria a ser de “outros”.
https://observador.pt/2026/07/28/o-novo-projeto-de-gianni-infantino-vender-o-mundial-e-com-familiar-de-trump-entre-os-interessados/
A par disso, soube-se também que a ideia estava muito mais avançada do que se poderia pensar, com o banco norte-americano JP Morgan (que trabalha com clubes portugueses de futebol) como responsável por montar toda a operação e com um fundo, o Thrive Eternal, a mostrar interesse como potencial comprador de parte desse capital a alienar (sem especificar quanto). Curiosidade: o fundo pertence a Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner que é cunhado de Ivanka Trump, filha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ah, e havia ainda o nome de Greg Maffei pelo meio, o antigo presidente da Liberty Media que, por coincidência (ou não), é também um dos maiores doadores do republicano e funcionaria como “assessor comercial chave”. Com todos esses movimentos, a FIFA poderia chegar ao ano de 2030 com receitas superiores aos 14 mil milhões de dólares, com todo o impacto que isso poderia ter na organização e nas federações-membro.

Contudo, o feedback maioritariamente negativo que foi recebendo não só deitou a ideia megalómana abaixo como colocou dúvidas estruturais sobre a continuidade de Gianni Infantino no cargo de presidente da FIFA, o órgão que, desde 1961, teve apenas quatro presidentes (excluindo interinos): o inglês Stanley Rous, até 1974; o brasileiro João Havelange, até 1998; o suíço Joseph Blatter, até 2015; e Infantino, desde 2016. Como destaca o El País, o dinheiro volta a estar na origem e no epicentro de mais uma crise, como tem acontecido nas últimas décadas. O mesmo dinheiro que, naquele discurso de 13 minutos no Congresso Extraordinário Eleitoral da FIFA, foi invocado por Gianni Infantino: “O dinheiro da FIFA é o vosso dinheiro”.
Percebendo aquilo que não teve nessas eleições de 2016 em termos de apoios, Infantino esteve uma década a “ganhar” esse eleitorado, olhando sobretudo para a Ásia e para a África. Investiu muito na promoção de programas de apoio ao desenvolvimento do futebol, levou Congressos da FIFA para esses continentes, chegou a viver em Doha, no Qatar, viu Marrocos juntar-se a Portugal e Espanha para a coorganização do Mundial-2030 sem esquecer os sul-americanos por ser a edição do Centenário (e a primeira disputada em três continentes), aplaudiu a escolha da Arábia Saudita como país organizador do Mundial-2034. Agora, viu a Confederação Asiática de Futebol manifestar-se contra uma ideia para a qual nunca foi sequer ouvida e a Confederação Africana de Futebol voltar a uma posição mais neutral perante o recuo de tantas federações.
Mas Infantino perdeu mais nestes quatro dias horribilis. E bem mais do que se possa pensar. A demissão de Carlos Cordeiro, consultor financeiro que era uma espécie de braço-direito do líder da FIFA, e as críticas abertas de Kevin Lamour, diretor de operações da FIFA que falou num “projeto morto de uma só pessoa” e em “engano e falta de transparência, respeito e boa governance” por parte do número 1, mostraram a atual fragilidade da condição de Infantino, o presidente da FIFA que chegou a um patamar onde podia exigir que o focassem pelo menos uma vez em todos os encontros do Mundial desde que não estivesse a falar ou a mexer no telefone. Todos aqueles que falavam sem ser ouvidos percebem agora que estão numa cruzada onde a sua voz pode ser importante, do antecessor Blatter ao antigo companheiro de UEFA, Michel Platini, que até é padrinho de um dos quatro filhos de Infantino mas que avançou com um processo por denúncia caluniosa e tráfico de influências contra a FIFA e o seu atual líder, a quem chama de Maquiavel. Como recordava o El Mundo, a cadeira vazia com o nome de Aleksander Çeferin no MetLife Stadium dizia muito…
A posição da UEFA e como Inglaterra procura uma aliança com Ásia e/ou África
“A AFC expressa sérias preocupações sobre a proposta da FIFA de introduzir investimento privado nas competições emblemáticas da FIFA e o processo de tomada de decisões em torno do FFE. O facto de a situação ter atingido o ponto em que a possibilidade real de um boicote a um Mundial da FIFA tenha entrado no discurso público deve preocupar todos aqueles que se interessam pelo futuro do nosso desporto. O futebol nunca deveria ter sido colocado numa situação destas”, expressou a Confederação Asiática de Futebol no momento em que começou a ser propagado o projeto megalómano de Infantino. E porque é que este foi um dado de repente tão importante? Porque, pela primeira vez, os pratos da balança tinham mudado de “peso”.
Antes da reação da AFC, a UEFA, que já lidara há cinco anos com um outro projeto que morreu à nascença chamado Superliga Europeia (que, nesse caso, durou apenas 72 horas até ter ficado suspenso de uma forma provisória até cair este ano de vez), tinha manifestado o repúdio pela possibilidade levantada pela FIFA. Só aqui estão 55 federações-membro. De seguida, a CONCACAF, que reúne federações da América do Norte, Central e Caraíbas, foi tão ou mais contundente em relação à ideia. “É o sintoma de uma liderança que deixou de dar prioridade ao futebol. Este recente ato unilateral e de má gestão insere-se num padrão de erros e de comportamentos similares. É imperativo fazer uma análise exaustiva sobre esta presidência. A FIFA não é uma empresa privada”, apontou. Ou seja, mais 35 federações-membro. Com a Ásia, era uma maioria. E o comunicado da UEFA este sábado, em resposta ao recuo da FIFA, mostrou que agora há muito mais em jogo.
https://observador.pt/2026/07/30/mais-replicas-de-um-terramoto-no-futebol-mundial-uefa-boicota-provas-da-fifa-afc-e-concacaf-estao-contra-mudancas/
“A UEFA mostra-se agradada com a decisão da FIFA de retirar o seu plano de vender a privados uma participação nas suas competições – incluindo o Mundial. A proposta foi rejeitada por unanimidade pelas associações nacionais da UEFA e por muitas outras federações e confederações ao redor do mundo, cujo dever é proteger o futebol. A UEFA agradece a todos os adeptos, ligas, clubes, jogadores, entidades individuais, associações e confederações que se opuseram a este plano, a par dos muitos primeiros-ministros, Chefes de Estado e comentadores que mostraram que o futebol não está à venda”, começou por frisar.
“Não podemos continuar assim, com esquemas secretos concebidos em prazos recorde, delineados por figuras sem rosto e de benefício duvidoso para o desporto. Temos de identificar os responsáveis e exigir que prestem contas. É justo que, nos próximos dias e semanas, a UEFA trabalhe com as suas associações e em estreita cooperação com outras confederações para refletir sobre como isto aconteceu e conceber um plano para garantir que não volte a ocorrer. Esta análise deve ser minuciosa e fundamental. Nenhuma opção deve ser descartada. A atual liderança da FIFA perdeu não só a confiança da UEFA, mas também a de muitos outros membros da família do futebol”, criticou a UEFA. E foi mais longe.
“Quando Gianni Infantino pediu a confiança e os votos das Associações-Membro da FIFA para o elegerem presidente em 2016, afirmou: ‘É claro que temos de ser transparentes. Foi o que fiz nos últimos 15 anos da minha vida na UEFA. Terão de fazer parte do dia a dia da FIFA’, antes de dizer aos intervenientes reunidos: ‘O dinheiro da FIFA é o vosso dinheiro. Não é o dinheiro do presidente da FIFA. É o vosso dinheiro. Vocês são as associações nacionais e o dinheiro da FIFA tem de servir para o desenvolvimento do futebol e para mais nada’. Em ambas as promessas, falhou o seu cumprimento. O negócio mesquinho, de bastidores e opaco que tentou impor foi tudo menos transparente. Com reservas superiores a cinco mil milhões de dólares, também falhou na utilização do dinheiro das associações em benefício do futebol. Não precisamos de vender as joias da coroa para o pagar. Esta é uma vitória de todo o futebol. Mas não pode ser o fim da história. A proposta caiu. A tarefa de reconstruir a confiança na FIFA está apenas a começar”, anunciou.

Estava dado o tiro de partida para uma outra “guerra” que na semana passada não era sequer um cenário plausível: a liderança da FIFA. E o mote começou a ser dado esta segunda-feira via UEFA: se 52 das 55 federações-membro europeias tinham manifestado o seu apoio à continuidade de Gianni Infantino (que é como quem diz, todas menos Alemanha, Noruega e Roménia), agora começaram a surgir as missivas que dão conta de uma inversão no sentido de voto. Para já, e numa realidade dinâmica que está sempre a mudar – ou, neste caso, a aumentar –, a Federação de Inglaterra, País de Gales, Finlândia ou Sérvia já voltaram atrás, ao passo que Suécia e Países Baixos, entre outras, colocam dúvidas sobre a transparência dos processos.
https://twitter.com/martynziegler/status/2084315535248883892
Como explica o The Guardian, o caso da Federação Inglesa de Futebol (FA) ganha um particular destaque, tendo em conta que estava tudo alinhado com Infantino para ser confirmado, no próximo Congresso da FIFA, a organização do Campeonato do Mundo de futebol feminino de 2035 no Reino Unido. Nem mesmo isso fez com que a FA desse o passo em frente para contestar de forma aberta a liderança do órgão, num movimento que é bem mais abrangente – de acordo com o The Telegraph, a Inglaterra, sempre com a UEFA na retaguarda, está à procura de uma aliança com Ásia e/ou África para “derrubar Infantino”, tendo em conta que a CONCACAF está também no mesmo lado da barricada. Com uma dessas confederações, a maioria está garantida. E já existe um nome perfilado para avançar caso existam condições nesse sentido.
https://twitter.com/FA/status/2083512599665094763
Victor Montagliani, canadiano de 60 anos que lidera nesta altura a CONCACAF, começa a ser apontado como uma “figura unânime” para tornar-se a principal ameaça a Infantino. O The Telegraph recorda até um dia em setembro de 2025, quando o dirigente foi homenageado pelo presidente da Câmara de Vancouver. Aí, Victor Montagliani foi descrito como “alguém do futebol capaz de inspirar grandes sonhos em todos os canadianos” – ou seja, e por outras palavras, aquilo que Infantino diz estar a fazer na FIFA. Amigos próximos do líder da CONCACAF dizem que ainda é cedo para colocar a questão de uma candidatura à presidência do órgão que tutela o futebol mundial. “O mais importante agora não são os candidatos mas sim a perda de confiança na liderança”, aponta uma dessas fontes, que recorda a reputação crescente que tem ganho.
https://twitter.com/classcnbc/status/2084325860920771053
Já Nasser Al-Khelaïfi, presidente do PSG e da Associação Europeia de Clubes, colocou-se de fora da corrida. Apesar disso, pode ainda ter um papel decisivo para aumentar o tamanho da autêntica bola de neve que está a envolver todo este problema: depois de a imprensa inglesa ter colocado a hipótese de haver uma ação legal contra Gianni Infantino por parte da UEFA, na sequência da tentativa de “venda do Mundial a privados”, o Talksport adianta que Çeferin irá reunir com Al-Khelaïfi à margem da Supertaça Europeia (que terá como árbitro o somali Omar Artan, melhor juiz africano que ficou de fora do Mundial por não ter recebido o visto de entrada nos EUA) no sentido de tentar convencer o dirigente a falar com os clubes para haver um boicote ao próximo Mundial de Clubes de 2029, precisando de maioria entre mais de 850 membros.
Assim, e para já, sobram as críticas a Infantino. “Com a retirada da proposta, a questão não está resolvida para a KNVB. A forma como este processo se desenrolou levou a uma quebra fundamental de confiança na liderança do presidente da FIFA, Gianni Infantino. A KNVB já não confia na sua liderança”, comentou a Federação dos Países Baixos. “Acolhemos com satisfação a decisão da FIFA de não avançar com a proposta. Está em linha com as nossas expectativas, tendo em conta as falhas do processo. Mas continuamos preocupados com as deficiências em termos de transparência e governação, e queremos sublinhar a importância da continuidade da discussão e do diálogo sobre a forma como o futebol deve ser governado e desenvolvido”, salientou a homóloga da Suécia, numa reação semelhante ao que já tinha sido manifestado por Alemanha ou Noruega. Com ou sem oposição, Infantino tem um problema entre mãos. E a garantia por parte de Donald Trump, segundo fontes próximas do líder norte-americano, de que não cai…