Um sismo de magnitude 4,7 na escala de Richter sacudiu sexta-feira a região próxima de Nápoles, no sul de Itália, ferindo pelo menos 21 pessoas — duas em estado grave — e provocando interrupções no serviço ferroviário e cortes de energia na zona. Até à manhã deste sábado, pelo menos 250 pessoas tinham recebido ordens de evacuação, número que poderá vir a triplicar, segundo o Corriere della Sera.
Na sequência do sismo, registaram-se desabamentos em edifícios desabitados, cortes de energia, deslizamentos de terra e danos no porto de Pozzuoli, que permanece encerrado devido ao aparecimento de uma grande fenda no cais. Na madrugada deste sábado, as autoridades retomaram as inspeções aos numerosos edifícios afetados, incluindo alguns de construção recente.
“Atualmente, há cerca de 250 deslocados, mas este número pode triplicar ou até mais. Há dezenas de apartamentos e estruturas que precisam de ser avaliados; a situação é muito grave”, afirmou o presidente da Câmara de Bacoli, Josi della Ragione, que participou numa reunião do Centro de Coordenação de Ajuda Humanitária na Câmara Municipal de Nápoles, citado pelo jornal italiano.
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Segundo a agência ANSA, o sismo causou a queda de dois prédios, enquanto outros ficaram com as fachadas danificadas. Na sequência do abalo, deflagrou ainda um incêndio no interior da prisão de Nisida, “gerando momentos de elevada tensão e um risco real de motins”, situação agravada pelos cortes de energia registados na região. “Aparentemente não existe um plano de evacuação verdadeiramente operacional, e até os procedimentos relativos aos sistemas de prevenção de incêndios se revelaram incertos. Esta é uma situação que não pode ser tolerada”, afirmou o sindicato dos guardas prisionais em comunicado, citado pelo Corriere della Sera.
O forte sismo levou muitos residentes e turistas a abandonarem as suas casas e alojamentos. Centenas de pessoas passaram a noite nas ruas de Pozzuoli — algumas encontraram abrigo temporário, enquanto outras optaram por permanecer nas proximidades das suas habitações por receio de novas réplicas. Para acolher os desalojados, as autoridades abriram ainda o PalaTrincone, o principal pavilhão polidesportivo da cidade.
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