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As negociações no Cairo entre o Hamas, Israel e os mediadores (Egito, Qatar e Turquia) estarão próximas de um acordo sobre a segunda fase do cessar-fogo em Gaza, avançou o jornal saudita Asharq Al-Awsat.
A proposta para um acordo foi apresentada pelo antigo coordenador especial das Nações Unidas para o processo de paz no Médio Oriente, Nikolay Mladenov, e prevê que as armas do Hamas e de outros grupos armados não sejam entregues, mas transferidas para forças de segurança palestinianas ligadas ao futuro Comité Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), um organismo tecnocrático que deverá gerir o enclave.
A proposta prevê ainda a entrada do NCAG no enclave palestiniano e o destacamento de uma força internacional para o território.
https://observador.pt/2026/07/06/comite-palestiniano-diz-se-pronto-para-governar-a-faixa-de-gaza/
De acordo com o jornal, existe um amplo consenso entre as partes sobre a formulação relativa ao armamento e ao desarmamento, podendo um acordo ser anunciado nos próximos dias.
Um membro da diplomacia familiarizado com o tema afirmou ao Times of Israel que as partes “continuam a avançar com a implementação do plano que oferece um caminho equilibrado e pragmático para o futuro, com todas as armas desativadas e uma transição faseada de responsabilidades, com vista a transferir a autoridade total para o Governo tecnocrático”. “Não haverá exceções para determinadas armas ou determinadas pessoas. Uma autoridade, uma lei, uma arma”, explicou.
“Este é um processo abrangente. [Se for implementado,] não haverá mais infraestruturas terroristas em Gaza“, referiu ao mesmo jornal, acrescentando que “o Hamas não terá qualquer papel, nem à frente nem nos bastidores, e todas as armas (pesadas e ligeiras) estarão sob o controlo total do NCAG”.
Israel, o Hamas e os mediadores negoceiam há vários meses um acordo de cessar-fogo. Segundo várias notícias anteriores, o Hamas tinha rejeitado a formulação de Mladenov sobre o desarmamento. Mesmo que aceite agora a proposta, a sua aplicação continua a ser incerta, tendo em conta a posição reiterada do grupo de que não abdicará das armas enquanto não for criado um Estado palestiniano.
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