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O primeiro-ministro polaco classificou esta quinta-feira a queda e explosão de um míssil em território polaco como um “incidente grave”, admitindo que se trate de armamento que a Rússia utiliza na sua guerra contra a Ucrânia.
“Houve uma violação do espaço aéreo polaco. Este é um incidente grave. Muito provavelmente, tratava-se de um míssil balístico russo CH-101”, disse Donald Tusk numa conferência de imprensa em Lublin, no leste da Polónia.
Ao seu lado, o ministro da Defesa polaco, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, acrescentou que “todos os serviços de defesa estiveram em alerta durante a noite” e foi mobilizada uma operação de vigilância, incluindo caças polacos e de outros países aliados, assim como aviões de reabastecimento que descolaram da Alemanha.
A conferência de imprensa aconteceu após uma reunião convocada por Tusk e que contou com a presença, entre outros, do general Ireneusz Nowak, comandante operacional das Forças Armadas polacas.
O Ministro da Defesa polaco explicou que “todos os sistemas de defesa aérea foram colocados em alerta máximo durante a noite”.
No total, as defesas da Polónia detetaram “mais de 20 objetos” perto do espaço aéreo polaco.
O míssil atingiu uma área pouco desenvolvida no leste da Polónia durante uma ofensiva russa maciça contra o oeste da Ucrânia, o que desencadeou a ativação de todos os sistemas de defesa nacionais e aliados em território polaco.
Nowak confirmou que todos os protocolos de segurança foram seguidos e que a incursão do objeto no espaço aéreo polaco durou seis minutos, desde a sua deteção até ao seu desaparecimento do radar, altura em que um helicóptero foi enviado para a área onde foi localizado pela última vez.
Segundo a polícia, o impacto não provocou vítimas nem danos materiais e deixou uma cratera com cerca de 10 metros de diâmetro numa zona rural a cerca de dois quilómetros da cidade mais próxima.
No ano passado, pelo menos 23 drones atravessaram a fronteira, obrigando ao destacamento de caças aliados e ao encerramento temporário de aeroportos estratégicos, como o Varsóvia-Chopin, em resposta ao que foi considerado um ataque direto à soberania da NATO.