Uma conta de milhões de euros poderá ser atribuída ao grupo de sete pessoas — no qual se incluem o príncipe Harry, o cantor Elton John e a atriz Elizabeth Hurley — que processou e perdeu o caso contra a Associated Newspapers (ANL), empresa detentora do tabloide inglês Daily Mail. Na passada quarta-feira, as equipas de defesa de ambas as partes iniciaram uma audiência de dois dias no Tribunal Superior em Londres para decidir quem arcará com os custos legais do julgamento. O valor total da conta que os queixosos poderão ter que pagar ainda não foi definido, mas pode ultrapassar os 18 milhões de euros.
O grupo composto por Harry, Elton John, o seu marido David Furnish, Elizabeth Hurley, a atriz Sadie Frost Law, a ativista Doreen Delceita Lawrence e o antigo político britânico Simon Hughes, juntou-se em 2022 para processar a Associated Newspapers por práticas ilegais de recolha de informações. Entretanto, perderam o caso no início de julho. Na decisão, o juiz descreve as acusações das sete pessoas como baseadas apenas em “suspeitas”, enquanto defende que os jornalistas das publicações acusadas “deram explicações legais para a origem dos artigos e incidentes contestados”.
Agora, os sete queixosos devem pagar as contas legais envolvidas. De acordo com os advogados do grupo, em alegações por escrito reproduzidas pela BBC, os custos incorridos pela editora do Daily Mail de mais de 35 milhões de euros serão “exorbitantes”, e excedem os custos aprovados previamente em mais de 18 milhões de euros. Nicholas Bacon KC, advogado dos demandantes, disse ao tribunal que o grupo contratou um seguro no valor de cerca de 17 milhões de euros, e que a ANL havia “gasto muito mais do que o que havia informado ter gasto”.
Do lado da detentora do Daily Mail, os advogados defendem que são os queixosos que devem reembolsar integralmente os custos incorridos pela editora. Nas alegações lidas em tribunal, pedem ainda que o valor seja pago na forma de uma indemnização:”Quando as reivindicações envolvem alegações abrangentes de desonestidade e conduta criminosa grave contra indivíduos específicos, uma abordagem focada, responsável e adequada é imprescindível. A conduta dos requerentes neste litígio desconsiderou completamente essas normas fundamentais. Em muitos casos, isso ocorreu apesar dos repetidos alertas do tribunal sobre a abordagem correta a ser adotada.”