As fortes chuvas que atingiram várias regiões da China obrigaram à retirada preventiva de mais de 46.000 pessoas nas províncias de Sichuan e Jilin, enquanto as autoridades mantêm alertas para precipitação intensa em grande parte do país.
Na província de Sichuan, no centro da China, cerca de 40.000 pessoas foram retiradas preventivamente entre a manhã de quarta-feira e a desta quinta-feira em 14 municípios, informou a televisão estatal CCTV, citando as autoridades provinciais.
A cidade de Ya’an registou o maior número de evacuações, com 13.225 pessoas deslocadas.
No mesmo período, várias zonas da província, que tem uma área semelhante à da Suécia e cerca de 83 milhões de habitantes, registaram chuva torrencial, com um máximo de 155,4 milímetros na cidade de Guangyuan.
Desde o início da época das cheias, Sichuan contabiliza já 686.515 retiradas preventivas de pessoas, segundo a mesma fonte.
No nordeste da China, o distrito de Wangqing, na província de Jilin, registou na quarta-feira precipitação até 225,5 milímetros.
As autoridades retiraram de urgência 7.379 pessoas de nove municípios mais afetados, depois de elevarem para o nível máximo a resposta de emergência devido às cheias e determinarem a suspensão das aulas, do trabalho, da atividade comercial, dos transportes e das atividades coletivas ao ar livre.
O Centro Meteorológico Nacional manteve esta quinta-feira um alerta amarelo para chuva intensa em várias províncias chinesas, prevendo acumulados locais entre 100 e 200 milímetros.
As autoridades meteorológicas alertaram para o risco de cheias repentinas em zonas montanhosas, desastres geológicos, transbordo de rios de pequena e média dimensão e inundações urbanas.
O mês de julho tem sido marcado na China pela passagem de tufões, precipitação extrema e deslizamentos de terras, que provocaram dezenas de vítimas em várias províncias.