O número de vítimas mortais do sismo de magnitude 6,8 que atingiu esta terça-feira o sudoeste do Japão aumentou para 34, confirmou a primeira-ministra, Sanae Takaichi, citada pela BBC. O balanço incluiu, segundo o secretário-geral do Governo japonês, Minoru Kihara, “pessoas cujo óbito ainda está a ser investigado para determinar se está relacionado com o sismo”.
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As autoridades locais indicaram que mais de 300 pessoas ficaram feridas, várias em estado grave, e que cerca de 40.000 casas permanecem sem eletricidade. Equipas de resgate continuam a procurar desaparecidos em zonas de desabamentos de terra, enquanto o Exército japonês mobilizou 3.600 militares para apoiar operações de socorro.
Centenas de equipas de socorro continuavam também a tentar alcançar sobreviventes nos escombros de um centro comercial em Kashima. O centro comercial tinha sido evacuado após o sismo, mas cerca de 50 minutos depois foi devastado por uma explosão, quando ainda estavam funcionários no interior.
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Segundo Kihara, não houve relatos de problemas na Central Nuclear de Sendai, localizada na província de Kagoshima, perto de Kumamoto. A central possui dois reatores nucleares e fornece eletricidade à região de Kyushu.
Segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla original), o tremor de terra verificou-se na região de Kumamoto esta terça-feira, às 16h27 locais (8h27 de Lisboa), e teve o epicentro a dez quilómetros da superfície. Após o primeiro evento, registou-se uma série de réplicas — uma das quais com magnitude de 5,6, que abalou o território às 17h08 (9h08 em Portugal continental).
A Agência Meteorológica do Japão afirmou que sismos de magnitude semelhante poderiam ocorrer nos próximos dias e alertou ainda para o risco de chuvas intensas, que podem provocar deslizamentos de terra nas áreas já fragilizadas.
O Japão está situado no limite do Anel de Fogo do Pacífico, que ladeia toda a costa oeste do continente americano e o Extremo-Oriente da Ásia e Oceânia. A estrutura geológica assinala o ponto de contacto da Placa do Pacífico com as placas sul-americana, norte-americana e eurasiática e abrange 75% dos vulcões ativos a nível mundial e 90% da atividade sísmica.





