A economia portuguesa acelerou no segundo trimestre do ano, com um crescimento em cadeia, ou seja, comparado com o primeiro trimestre, de 0,8%, anunciou o INE. Nos dados preliminares deste segundo trimestre, o crescimento homólogo apurado foi de 2,5%, o que compara com os 2,4% do primeiro trimestre.
Já na evolução em cadeia o crescimento de 0,8% acontece em cima de uma subida de 0,1% no primeiro trimestre, um valor revisto em alta agora pelo INE, que tinha apontado para um crescimento nulo.
“A incorporação de nova informação primária no apuramento da estimativa rápida do PIB, incluindo as estatísticas do comércio internacional de bens para o 1.º trimestre de 2026, conduziu à revisão em alta de 0,1 pontos percentuais nas taxas de variação homóloga e em cadeia do PIB para o 1º trimestre de 2026 divulgadas na edição das Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional de 24 de junho de 2026, com maior incidência sobre o consumo privado”, salienta o INE.
Para a evolução no segundo trimestre contribuiu em particular o consumo privado. Em termos homólogos, e numa leitura ainda preliminar, o INE indica que o investimento abrandou, mas o consumo privado “acelerou”. A procura externa teve também um contributo menos negativos, com uma aceleração “mais pronunciada” nas exportações do que nas importações.

Já na análise em cadeia, foi também o consumo privado que fez subir o PIB, em conjunto com uma variação positiva da procura externa. As importações abrandaram mais que as exportações.
Portugal cresceu acima da zona euro
Portugal consegue assim acelerar mais no segundo trimestre face ao primeiro do que por exemplo o país vizinho. Espanha anunciou esta quinta-feira um crescimento do PIB em cadeia de 0,7% mas a subida homóloga superou a de Portugal. Espanha teve um crescimento homólogo da economia de 2,7%.
Segundo os dados do Eurostat, Portugal conseguiu crescer acima da zona euro e da União Europeia. O bloco que tem o euro como moeda teve um crescimento, em cadeia, de 0,4% e em termos homólogos de 1%. Já a União Europeia cresceu no segundo trimestre 0,5% face ao trimestre anterior e em termos homólogos 1,2%.
Se analisarmos os valores em cadeia, Portugal teve o quinto maior crescimento, superado pela Irlanda, Finlândia, Suécia e Lituânia. Já em termos homólogos é o quarto país, atrás da Lituânia, Suécia, Espanha.
INE diz não esperar “alterações relevantes” no PIB de 2025 e 2026 pela revisão da população
O INE indica que estes valores ainda não incorporam os novos dados referentes à população e emprego revistos em junho pelo INE. “Os referenciais de população e emprego, subjacente aos atuais resultados das Contas Nacionais, mantêm-se os da série anterior, devendo ser revistos apenas em março de 2027″. Mas o organismos das estatísticas vai dizendo que, “embora neste momento não seja possível ter uma estimativa do impacto sobre o PIB, não se esperam alterações relevantes nas taxas de variação do PIB em 2025 e 2026, atendendo a que a revisão do nível da população atingiu o máximo em 2024″.
Os dados do PIB referentes ao segundo trimestre são uma primeira leitura e, por isso, sem pormenores sobre as componentes que permitiram o comportamento da economia portuguesa. Os dados detalhados serão divulgados a 31 de agosto.