A EDP registou, no primeiro semestre deste ano, lucros atribuíveis aos acionistas de 732 milhões de euros, um aumento de 3% em termos homólogos, adiantou a EDP, em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
“Esta evolução face ao mesmo período do ano anterior reflete, sobretudo, o forte desempenho das energias renováveis e o início do novo período regulatório das redes na Península Ibérica, fatores parcialmente mitigados pela redução dos preços de venda de eletricidade em Portugal e Espanha”, destacou o grupo.
Segundo a EDP, o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) recorrente aumentou 5% para 2,73 mil milhões de euros “impulsionado pelo crescimento do EBITDA das redes e da EDPR [EDP Renováveis]”.
De acordo com o grupo, o EBITDA recorrente das redes “aumentou 14%, suportado por um crescimento de 16% nas redes ibéricas, resultante do maior investimento e de uma taxa de remuneração mais elevada, na sequência do início dos novos períodos regulatórios”.
Paralelamente, no Brasil, o EBITDA registou um aumento de 11%, “impulsionado pelo crescimento do mercado e pela entrada em operação de novos lotes de transmissão”.
Já o EBITDA da EDPR cresceu 8%, ou 12%, excluindo o efeito cambial, “suportado pela expansão do portefólio, sobretudo nos Estados Unidos da América, e pelos ganhos com a rotação de ativos em Itália”.
De acordo com a empresa, estes fatores foram “parcialmente compensados por preços mais baixos da eletricidade na Península Ibérica e na Europa“, devido a menores recursos naturais em algumas regiões e à depreciação do dólar.
Já o EBITDA da geração flexível e clientes reduziu-se em 5%, sendo que “o bom desempenho no semestre reflete a melhoria estrutural das receitas de geração flexível (suportadas pelas receitas de bombagem, gás e serviços de sistema), os recursos hídricos acima da média histórica, mas também o impacto negativo dos custos de serviços de sistema superiores ao esperado, necessários para o fornecimento de eletricidade aos clientes finais”.
De acordo com a EDP, a dívida líquida ascendeu a 17 mil milhões de euros, “refletindo a execução do plano de investimentos, a geração orgânica de caixa no período e a valorização do real brasileiro face ao euro”.
A empresa lembrou ainda que “o pagamento anual de dividendos em caixa, no montante de 848 milhões de euros, ocorreu no segundo trimestre”, sendo que os proveitos das operações de “rotação de ativos e de ‘tax equity’ previstos para 2026 deverão concentrar-se na segunda metade do ano”.