(c) 2023 am|dev

(A) :: Portugal e mais oito países europeus em ação contra rede de conteúdos terroristas

Portugal e mais oito países europeus em ação contra rede de conteúdos terroristas

Portugal e outros oito países fazem uma ação contra rede de conteúdos ligados ao extremismo violento niilista. PJ revela que foi possível identificar um endereço digital, equivalente a uma morada.

Agência Lusa
text

Nove países europeus, incluindo Portugal, participaram numa ação durante dois meses contra uma rede de conteúdos terroristas, extremistas e violentos, tendo as autoridades portuguesas referenciado 132 conteúdos associados a extremismo violento niilista.

Em causa, segundo um comunicado da PJ divulgado esta quarta-feira, estava a rede The Com, e do trabalho conjunto resultou a referenciação de 4.340 URL (endereço digital, equivalente a uma morada completa) associados a extremismo violento niilista (rejeita o modelo de sociedade e usa a violência para o destruir, sem apresentar alternativa).

A Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária participou na ação conjunta, que foi coordenada pela unidade da Europol especializada em detetar, analisar e sinalizar conteúdos terroristas e extremistas violentos na internet, e pelo Centro de Inteligência Contra o Terrorismo e o Crime Organizado (CITCO), de Espanha.

A ação teve como objetivos a disrupção do ecossistema digital, a limitação da disseminação de propaganda, a identificação de novas linhas de investigação e “o reforço da capacidade de resposta e do nível de consciencialização das plataformas relativamente aos conteúdos terroristas em linha produzidos por estes grupos”.

No comunicado, a PJ explica o tipo de conteúdos: vídeos e imagens de automutilação, suicídio, material de abuso sexual de crianças, crueldade contra animais e agressões violentas.

E também manuais de aliciamento, homicídio e engenhos explosivos improvisados, “num contexto em que os menores surgem simultaneamente como vítimas e como agentes”.

Participaram na operação, além de Portugal, Bélgica, Finlândia, Hungria, Irlanda, Luxemburgo, Países Baixos, Espanha e Suécia.

Em Portugal, os 132 conteúdos foram detetados na plataforma Telegram, onde, diz a PJ, se concentra a componente mais severa da rede The Com, com fóruns privados e salas de conversação, “para onde as vítimas e os potenciais membros são canalizados após a captação inicial nas redes sociais abertas”.