O Departamento de Educação dos Estados Unidos anunciou, esta terça-feira, a abertura de duas investigações para apurar alegadas violações dos direitos parentais em escolas públicas de Washington e do Colorado.
De acordo com a tutela norte-americana, citada pela Associated Press, uma das investigações incide sobre as escolas públicas de Denver, depois de surgirem alegações de que um professor de uma escola secundária terá obrigado alunos do mesmo sexo a beijarem-se perante a turma. A outra diz respeito ao distrito escolar de Bethel, no estado de Washington, onde uma exposição dedicada ao Mês do Orgulho LGBTQ+ incluía frascos de alegada testosterona.
As autoridades federais vão avaliar se os dois distritos violaram uma lei que garante aos pais o direito de excluir os filhos de determinadas avaliações escolares relacionadas com temas como comportamentos ou atitudes de natureza sexual.
“Os pais devem ser os principais decisores em matérias que afetam os aspetos mais íntimos da vida dos seus filhos”, afirmou Frank Miller, diretor do Gabinete de Política de Privacidade dos Estudantes do Departamento da Educação, em comunicado citado pela mesma agência de notícias.
Em Denver, o porta-voz das escolas públicas, Scott Pribble, disse que o professor foi suspenso preventivamente e, após uma investigação interna, o Conselho de Educação decidiu despedi-lo. O distrito não especificou quais foram as queixas apresentadas pelos estudantes, mas garantiu que “a segurança, o bem-estar emocional e a dignidade dos alunos são prioridades absolutas”.
No estado de Washington, o distrito escolar de Bethel explicou que os frascos expostos na escola secundária Graham-Kapowsin não tinham sido autorizados pela direção e foram retirados de imediato, sendo entregues ao gabinete do xerife do condado de Pierce.
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As duas investigações surgem numa altura em que a administração Trump intensificou o escrutínio sobre escolas que adotam medidas de apoio a alunos transgénero e LGBTQ+, incluindo políticas relacionadas com o uso de casas de banho e balneários de acordo com a identidade de género dos estudantes ou a confidencialidade dessas informações relativamente aos pais.